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A declaração de Lula que esquentou o debate sobre o seu herdeiro político

03 de Agosto de 2026, 17:51 5 visualizações
A declaração de Lula que esquentou o debate sobre o seu herdeiro político

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao falar sobre quem poderia ser o herdeiro do seu legado político durante a convenção nacional do PT na zona norte de São Paulo no último domingo, 2, deixou mais dúvidas e desconfortos do que jogou luz sobre um dos assuntos que mais desafiam o futuro do petismo.

Durante o evento, Lula citou o ex-ministro Fernando Haddad primeiro como o seu sucessor. “Qual é o país do futuro que eu vou lhe entregar quando você, Haddad, depois de governar São Paulo por oito anos, quiser ser presidente da República? “, disse.

Tão logo percebeu o ato falho, Lula emendou, acenando para outros petistas presentes, como o governador do Piauí, Rafael Fonteles, e o ex-governador do Ceará Camilo Santana, também seu ex-ministro. “Ou você, Rafael? Quem sabe sai do Piauí o próximo? Ou quem sabe do Ceará. Ou quem sabe de Pernambuco. De algum lugar vai sair. E da Bahia? Essa eleição de agora é para definir que país a gente vai deixar do ponto de vista das coisas que ainda não fizemos”, afirmou.

Outros sinais também deixaram claro que Lula pode priorizar Haddad como seu herdeiro. O ex-ministro, pré-candidato ao governo de São Paulo, foi o único a se sentar na primeira fileira, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente do PT, Edinho Silva, além das primeiras-damas. Também foi o único a discursar além de Lula, Edinho, Alckmin e Janja.

Também soa positivamente para Haddad o fato de Lula ter escolhido São Paulo para lançar o seu nome não só uma, mas duas vezes — além da convenção do último domingo, ele fará no dia 16 de agosto o início da sua campanha no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, local histórico do município do Grande ABC onde ele liderou lotadas assembleias de operários que desafiaram a ditadura militar entre o final dos anos 1970 e início dos anos 1980.

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O aceno prioritário de Lula a Haddad tem, no entanto, um problema. Se Haddad vencer a eleição em São Paulo e ficar realmente os oito anos no cargo sugeridos pelo presidente, quem seria o candidato ao Palácio do Planalto em 2030, quando Lula não poderá mais ser candidato?

Se Haddad perder a eleição, no entanto — o que hoje parece mais provável, já que ele está bem atrás do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos) –, aí sim ele poderia ser o candidato em 2030. Seria a segunda vez que Haddad tentaria o posto, já que ele foi escolhido por Lula para ser candidato em 2018 quando o então ex-presidente estava preso em Curitiba pela Operação Lava-Jato. Haddad conseguiu ir ao segundo turno, mas foi derrotado por Jair Bolsonaro.

Outros nomes

Além de Camilo Santana e Rafael Fonteles, também citados por Lula, o PT tem outros nomes que correm por fora para ser o sucessor de Lula em 2030, como a deputada, ex-ministra e ex-presidente do partido, Gleisi Hoffmann — isso depende de ela sair ou não vitoriosa na eleição ao Senado pelo Paraná que irá disputar este ano. Outro nome que já foi cogitado é o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, que em outubro também tentará uma vaga ao Senado pela Bahia.

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Opção de fora do PT para suceder Lula?

Para 2030, caso Haddad tenha sido eleito em São Paulo, outra probabilidade aventada nos bastidores é Geraldo Alckmin, que virou um fiel escudeiro de Lula no governo, vem ganhando bastante protagonismo no relacionamento com o setor produtivo durante a crise do tarifaço e tem o apoio do PSB, hoje o maior partido aliado ao petismo.

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