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A explicação para jogadores furarem o meião na Copa do Mundo

27 de Junho de 2026, 13:00 0 visualizações
A explicação para jogadores furarem o meião na Copa do Mundo

Adotada por atletas como Jude Bellingham e Neymar, a prática de rasgar ou furar o meião na região da panturrilha é uma cena comum entre os jogadores na Copa do Mundo. Ela costuma ser associada à ideia de aliviar a tensão muscular ou melhorar a circulação sanguínea, mas não há comprovação de benefício fisiológico. Segundo Selênio Campos Filho, coordenador da pós-graduação em Medicina do Esporte da Afya Educação Médica e médico da Confederação Brasileira de Vôlei, durante o exercício físico há aumento da circulação sanguínea na musculatura mais exigida, o que pode provocar uma sensação temporária de inchaço e pressão local. No futebol, a panturrilha é uma das regiões mais sobrecarregadas por causa das corridas, mudanças de direção e impulsão.

“As meias utilizadas pelos atletas geralmente não são compressivas de uso médico, mas sim meias esportivas comuns, com elasticidade normal. Dessa forma, a prática de fazer furos ou cortes nas meias está mais relacionada à percepção de conforto do atleta, que busca aliviar a sensação de aperto causada pelo aumento do volume muscular durante o exercício. Até o momento, não existe nenhuma comprovação de que cortar a meia melhore o rendimento esportivo, alivie a tensão muscular ou contribua para a recuperação física do atleta”, explica à coluna GENTE.

Para o médico, o fator psicológico também pesa. Se o jogador sente que o meião furado dá mais liberdade ou reduz o incômodo, a tendência é repetir o hábito. “Costumo fazer uma comparação com outras preferências pessoais no esporte. Há jogadores que se sentem mais confortáveis usando calção mais curto ou mais longo, camisa por dentro ou por fora do uniforme. Essas escolhas estão muito mais relacionadas à sensação de conforto e confiança de cada atleta do que a qualquer evidência científica de ganho de desempenho”. A ressalva é quando o corte compromete a fixação da caneleira. “Se o corte da meia for tão grande a ponto de a caneleira ficar frouxa, não ficar fixa na parte que ela tem que proteger, aí sim pode trazer uma insegurança para o atleta”, conclui.

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