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A fortuna declarada por Eduardo Cunha em seu retorno às urnas

13 de Agosto de 2026, 14:53 0 visualizações
A fortuna declarada por Eduardo Cunha em seu retorno às urnas

Depois de ter sido cassado e preso na esteira da Operação Lava Jato, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos) volta às urnas em outubro. Ele registrou candidatura a deputado federal por Minas Gerais e declarou à Justiça Eleitoral R$ 14.108.294,45 em bens.

A maior parte do patrimônio está concentrada em um depósito em conta judicial na Caixa Econômica, no valor de R$ 12,5 milhões, o que representa quase 90% dos bens informados à Justiça Eleitoral. A lista inclui ainda participações em sociedades limitadas que somam R$ 887,5 mil, três salas comerciais no Rio avaliadas em R$ 335 mil, metade de um apartamento, declarada por R$ 175 mil, e um Toyota Corolla 2007, de R$ 60 mil. O ex-deputado também informou valores menores em previdência privada, adiantamento para aumento de capital de empresa própria e um depósito com bloqueio judicial no Itaú.

O valor total é praticamente igual ao patrimônio informado em 2022, quando Cunha tentou, sem sucesso, se eleger deputado federal por São Paulo. Naquele ano, o ex-parlamentar declarou R$ 14.106.214,01 em bens.

A nova empreitada política de Cunha ocorre dez anos depois de sua derrocada. Em 2016, ele teve o mandato cassado pelo plenário da Câmara por 450 votos a 10. O ex-deputado também foi alvo da Lava Jato e chegou a ser condenado em ações penais, mas decisões posteriores do Supremo Tribunal Federal anularam condenações e remeteram casos à Justiça Eleitoral.

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A volta de Cunha ao tabuleiro político ocorre, porém, sob novo desgaste. Em julho, o ministro Flávio Dino, do STF, bloqueou R$ 6,15 milhões em bens do ex-deputado em uma investigação sobre suspeitas de direcionamento irregular de emendas parlamentares. Segundo a decisão, Cunha teria atuado para influenciar a destinação de pelo menos 21 emendas da Comissão de Saúde da Câmara mesmo sem mandato eletivo. O ex-deputado teria interferido na distribuição de recursos públicos para municípios mineiros, justamente o estado pelo qual agora tenta se eleger. Cunha nega irregularidades.

A candidatura também já enfrenta contestação na Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação do registro do ex-deputado, alegando que ele está inelegível em decorrência de uma condenação por improbidade administrativa.

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