A nova dor de cabeça que Lula pode encomendar para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro
Em viagem internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode encomendar nos próximos dias uma nova dor de cabeça para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência da República. O primogênito de Jair Bolsonaro deve ser o principal adversário do mandatário – que disputará a reeleição em outubro – nas urnas.
O petista desembarcou na França, onde participará da reunião da cúpula do G7, que acontece entre hoje e quarta-feira em Évian-les-Bains.
Desde que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos indicou a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras e citou uma investigação sobre supostas ‘práticas desleais’ no comércio bilateral, auxiliares de Lula tem conversando com a equipe de Trump.
Com o avanço das conversas, cresceu a expectativa para que Lula e Trump tenham uma reunião bilateral nesta semana, o que poderia deflagrar em um acordo entre os dois para que o governo norte-americano recuasse ou amenizasse os termos do novo tarifaço aos produtos brasileiros.
Caso isso ocorresse, o petista teria chances de ganhar pontos com o eleitorado por reverter uma medida que teria impactos na vida de praticamente todos os brasileiros.
O fato de a iniciativa dos auxiliares de Trump sobre o novo tarifaço ter ocorrido dias após ele se reunir com Flávio na Casa Branca associa o episódio ao filho de Bolsonaro.
Uma eventual reviravolta, fruto da proatividade de Lula, só beneficiaria o presidente e poderia ampliar a vantagem que ele vem sustentando em relação ao seu principal rival.
Esse desfecho, porém, existe apenas no campo da possibilidade, já que o Itamaraty diz que ainda não há previsão de uma reunião bilateral entre Lula e Trump.
“Isso [encontro entre Lula e Trump] não está definido. Com os Estados Unidos os contatos seguem, por enquanto é o que eu posso dizer, e que estão em andamento de uma forma intensa, desde sempre, e isso continua acontecendo”, afirmou o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores a jornalistas.