A revelação da Bósnia que recusou os Estados Unidos
Esmir Bajraktarevic, 21, virou um dos personagens de Estados Unidos x Bósnia, nesta quarta-feira, 1º, pela segunda fase da Copa do Mundo. Nascido em Appleton, no Wisconsin, o meia-atacante cresceu no futebol americano, passou pelas seleções de base dos EUA e chegou a estrear pelo time principal em 2024, contra a Eslovênia. Antes da Olimpíada de Paris, porém, pediu à Fifa a mudança de federação para defender a Bósnia, país de seus pais, refugiados da guerra nos Bálcãs.
Segundo o The Guardian, os pais de Bajraktarevic deixaram a Bósnia durante a guerra, passaram pela Suíça e chegaram aos Estados Unidos em 2001 por meio de um programa de reassentamento de refugiados. O jogador já disse que a tragédia de Srebrenica “é algo que nunca vai esquecer” e que, desde pequeno, sabia que acabaria escolhendo a Bósnia. Fã de Edin Dzeko na infância, ele realizou também o sonho de jogar ao lado do ídolo.
A estreia pela Bósnia veio em setembro de 2024, contra a Holanda. Depois, Bajraktarevic ganhou peso na campanha que levou o país de volta à Copa: nos playoffs europeus, marcou um dos pênaltis contra a Itália, diante de Gianluigi Donnarumma, e ajudou a eliminar a Azzurra. Hoje no PSV, o atacante chega ao duelo contra os Estados Unidos como uma das principais promessas bósnias.