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A substituição mais desastrosa da Copa terminou com uma cavadinha de Salah

03 de Julho de 2026, 21:26 0 visualizações
A substituição mais desastrosa da Copa terminou com uma cavadinha de Salah

Em 2014, o holandês Louis van Gaal entrou para a história das Copas com uma decisão que, à primeira vista, parecia insana. Nas quartas-de-final contra a Costa Rica, ele sacou o goleiro titular Jasper Cillessen aos 120 minutos e colocou Tim Krul exclusivamente para a disputa por pênaltis. A aposta revelou-se genial. Krul defendeu duas cobranças, classificou a Holanda e transformou a substituição em um dos movimentos táticos mais celebrados da história dos Mundiais. Desde então, toda troca de goleiro às vésperas de uma disputa por pênaltis passou a ser comparada ao chamado “efeito Krul.”

Doze anos depois, a Austrália decidiu recorrer ao mesmo expediente. Contra o Egito, o técnico Paul Okon lançou Mat Ryan aos 119 minutos com a missão de repetir a façanha. O roteiro, porém, foi exatamente o oposto. Ryan entrou frio, não conseguindo defender uma única cobrança. A impressão era de que os cobradores egípcios estavam muito mais confortáveis do que intimidados pela mudança no gol.

Como toque final de crueldade, Mohamed Salah ainda cobrou seu pênalti de cavadinha, uma das formas mais humilhantes de bater uma penalidade. O astro egípcio praticamente ignorou a fama de especialista do adversário, deslocou o goleiro e transformou a cobrança no lance mais bonito da classificação. O Egito converteu todas as penalidades, avançou de fase e deixou a Austrália com a ingrata tarefa de explicar como uma estratégia que virou aula de futebol em 2014 acabou se transformando em um dos maiores fiascos desta Copa.

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