Ação contra líder petista é alívio para bolsonaristas pressionados por relação entre Ciro Nogueira e Vorcaro
A ação realizada pela Polícia Federal nesta quinta-feira contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), caiu como alívio para os bolsonaristas que veem a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência abalada por ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Jaques Wagner é um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo a instituição financeira. Há a suspeita de que o petista tenha recebido um apartamento e repasses em dinheiro que somariam R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a familiares.
No PL, há a percepção de que as suspeitas contra o líder do governo criam uma espécie de “equiparação de condutas” com as investigações que atingem o também senador Ciro Nogueira (PP-PI), aliado de Jair Bolsonaro (PL).
Com Jaques Wagner como alvo, os petistas precisariam calibrar as críticas às ações que miram Ciro Nogueira. Além disto, acreditam os bolsonaristas, o tema pode ser usado como ferramenta para desgaste do petismo na Bahia, estado onde Flávio tenta avançar e onde Lula mantém a dianteira dos votos.
A expressão “líder do governo Lula”, que deve ser usada por bolsonaristas na guerra digital, também é vista como mais forte do que “aliado de Bolsonaro” – como petistas se referem frequentemente a Ciro Nogueira.