Ação da PF abre nova crise para a campanha de Flávio Bolsonaro
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça, uma operação para desmontar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis no Rio de Janeiro. Um dos alvos da ação é um aliado de primeira hora do presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro.
Ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil) recebeu apoio de Flávio para se lançar pré-candidato ao Senado no Rio de Janeiro de forma muito sólida: até a mãe do presidenciável, Rogéria Bolsonaro, entrou na aliança, figurando como suplente de Canella na futura chapa.
O anúncio da aliança da ex-vereadora com o pré-candidato foi feito em fevereiro deste ano, depois de uma reunião de Canella com Flávio e o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para definição da chapa do PL fluminense. Douglas Ruas e Rogério Lisboa também estiveram na conversa.
Mais cedo, a Polícia Federal deflagrou a sexta fase da Operação Unha e Carne, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro.
A ação criminosa, que teria participação de agentes públicos, teria movimentado mais de 7 bilhões de reais em seis anos, conforme dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, citados pela PF.
Além do ex-prefeito, o ex-secretário de Polícia Civil do Rio Marcus Amim foi alvo da ação. Canella foi levado para a Superintendência da PF no Rio.