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Adeus às linhas do VAR? Entenda o sistema de impedimento que detecta lances em segundos

20 de Junho de 2026, 18:45 0 visualizações
Adeus às linhas do VAR? Entenda o sistema de impedimento que detecta lances em segundos

Quem acompanhou os primeiros jogos da Copa do Mundo de 2026 percebeu uma mudança nas marcações de impedimento. As revisões que antes levavam minutos para que o VAR traçasse manualmente as linhas deram lugar a decisões tomadas em poucos segundos. A diferença está no novo sistema semiautomático de impedimento adotado pela Fifa.

A tecnologia foi usada, por exemplo, na vitória do Brasil sobre o Haiti, quando um gol de Raphinha foi anulado poucos instantes após a conclusão da jogada. O recurso automatiza grande parte da análise dos lances e reduz a necessidade de intervenção manual da equipe do árbitro de vídeo.

O funcionamento do sistema começa antes mesmo da bola rolar. Ao chegarem aos Estados Unidos, os 26 jogadores da seleção brasileira passaram por um escaneamento corporal que registrou 29 pontos do corpo de cada atleta. A partir dessas informações, foram criados modelos digitais, chamados pela Fifa de “avatares”, utilizados durante toda a competição.

Nos estádios, 16 câmeras acompanham continuamente a movimentação dos jogadores e registram a posição desses pontos anatômicos 50 vezes por segundo. Ao mesmo tempo, um chip instalado na bola identifica o instante exato em que o passe é realizado. O sistema cruza automaticamente essas informações para verificar se há impedimento.

Nas primeiras versões do VAR, a equipe de vídeo precisava selecionar manualmente o quadro exato do passe e traçar as linhas sobre a imagem para definir a posição do atacante e do defensor. No sistema atual, esse cálculo é feito automaticamente e encaminhado ao árbitro de vídeo, que valida a informação antes da decisão ser comunicada em campo.

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O VAR continua sendo utilizado. A ferramenta segue responsável pela revisão de lances de gol, pênaltis, cartões vermelhos e casos de identidade equivocada. Nos impedimentos, porém, sua participação passa a ser principalmente de confirmação da indicação gerada pelo sistema.

A Copa do Mundo do Catar, em 2022, já havia utilizado uma versão do impedimento semiautomático. Na ocasião, entretanto, as informações ainda passavam por uma etapa maior de análise da equipe do VAR. No Mundial de 2026, a automatização foi ampliada, reduzindo o tempo necessário para confirmar a posição dos jogadores.

Além do sistema de impedimento, a Copa deste ano incorporou outras tecnologias. A bola oficial conta com um chip capaz de registrar seu movimento e identificar o momento exato do passe, enquanto árbitros utilizam câmeras corporais que transmitem imagens do ponto de vista da arbitragem. Segundo a Fifa, o conjunto de recursos busca tornar as decisões mais rápidas e precisas durante as partidas.

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