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AIE emite raro alerta para risco de desabastecimento global com escalada no Oriente Médio

21 de Julho de 2026, 19:49 8 visualizações
AIE emite raro alerta para risco de desabastecimento global com escalada no Oriente Médio
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A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) fez um raro alerta sobre o risco de interrupções no abastecimento mundial de energia diante da escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira, 21, a agência afirmou que a continuidade dos confrontos e as restrições à navegação no estreito de Ormuz elevam a preocupação com a segurança energética mundial e aumentam a incerteza sobre o mercado de petróleo.

Segundo o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol, “não há espaço para complacência” diante da deterioração do cenário geopolítico e da redução dos estoques comerciais de petróleo.

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Estoques ajudam, mas preocupação aumenta

A agência afirmou que o mercado ainda conta com alguns fatores de proteção, entre eles a liberação emergencial de reservas estratégicas realizada pelos países membros da organização.

Até o momento, cerca de 290 milhões de barris já foram colocados no mercado como parte de um programa de liberação de 400 milhões de barris. Mesmo assim, os governos ainda mantêm mais de 1 bilhão de barris em reservas estratégicas que podem ser utilizados caso a situação piore.

A declaração alimentou especulações de que a IEA poderá coordenar uma nova liberação de estoques caso o estreito de Ormuz permaneça fechado por um período prolongado.

Ormuz e Mar Vermelho pressionam mercado

A principal preocupação é o bloqueio do estreito de Ormuz, passagem por onde normalmente circula cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.

Nas últimas semanas, a navegação na região voltou a ser fortemente reduzida após novos confrontos entre Irã e Estados Unidos. O governo iraniano também intensificou ataques contra navios petroleiros que cruzam a região.

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Ao mesmo tempo, os rebeldes Houthis, do Iêmen, anunciaram um bloqueio marítimo contra embarcações ligadas à Arábia Saudita no estreito de Bab el-Mandeb, entrada do Mar Vermelho.

Segundo a IEA, a combinação das duas crises coloca em risco justamente as duas principais rotas marítimas utilizadas atualmente para exportação de petróleo do Golfo.

Petróleo volta a subir

Depois de cair para cerca de US$ 70 por barril após um cessar-fogo preliminar em junho, o petróleo Brent voltou a subir e já é negociado próximo de US$ 90 por barril, refletindo o aumento das preocupações com a oferta mundial.

A IEA avalia que apenas a reabertura completa e incondicional do estreito de Ormuz poderá evitar um agravamento da crise energética.

Diesel preocupa mais do que petróleo

Embora o mercado de petróleo bruto ainda conte com estoques emergenciais, a agência afirma que a situação é mais delicada para os combustíveis refinados.

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Segundo a IEA, os mercados de diesel e gasolina operam com oferta mais apertada. Na Europa, os estoques de gás natural também permanecem abaixo do esperado antes do inverno devido à redução das exportações provenientes do Oriente Médio.

O prêmio pago pelo diesel em relação ao petróleo bruto nas refinarias do noroeste europeu atingiu um recorde nos últimos dias, superando US$ 80 por barril. Com isso, o diesel passou a ser negociado em torno de US$ 170 por barril, sinalizando forte pressão sobre os preços dos combustíveis.

A avaliação da IEA reforça que, mesmo com reservas estratégicas disponíveis, a continuidade dos conflitos no Oriente Médio aumenta o risco de novas turbulências para o mercado global de energia e pode manter os preços do petróleo e dos combustíveis elevados nos próximos meses.

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