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Alemanha aprova pacote de cortes de impostos e reforma da Previdência para tentar reativar economia

02 de Julho de 2026, 20:43 0 visualizações
Alemanha aprova pacote de cortes de impostos e reforma da Previdência para tentar reativar economia
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Depois de semanas de impasse, o governo de coalizão da Alemanha fechou um acordo para implementar um amplo pacote de reformas tributárias, trabalhistas e previdenciárias com o objetivo de recuperar o crescimento da maior economia da Europa.

O plano, batizado de Programa para Recuperação e Emprego, prevê redução de impostos para famílias e empresas, simplificação de regras para o setor produtivo e mudanças no sistema de aposentadorias. Parte do custo das medidas será compensada por uma tributação maior sobre as rendas mais elevadas.

O acordo representa uma das principais apostas do chanceler Friedrich Merz desde que assumiu o governo e ocorre em um momento em que a economia alemã enfrenta baixo crescimento, perda de competitividade industrial e pressão crescente sobre as contas públicas.

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Menos impostos e incentivo ao consumo

Entre as principais medidas está um corte de cerca de 10 bilhões de euros em impostos sobre a renda. Segundo o governo, uma família média deverá economizar aproximadamente 600 euros por ano, numa tentativa de estimular o consumo das famílias.

O pacote também reduz exigências burocráticas para empresas, um dos principais pedidos da indústria alemã, que reclama há anos do excesso de regulamentação e do aumento dos custos de produção.

Ao apresentar o plano, Merz afirmou que o objetivo é tornar as empresas mais competitivas e criar condições para acelerar os investimentos privados.

Previdência e mercado de trabalho também mudam

O acordo inclui alterações no sistema previdenciário, que deverá elevar gradualmente a idade efetiva de aposentadoria para 67 anos, acompanhando o envelhecimento acelerado da população alemã.

Na área trabalhista, o governo pretende acabar com a possibilidade de obtenção de atestados médicos por telefone, mecanismo adotado durante a pandemia e que vinha sendo criticado por empresários diante do aumento das licenças médicas no país.

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Segundo o Ministério das Finanças, as mudanças buscam elevar a produtividade e reduzir custos para empresas.

Mais impostos para os mais ricos

Para financiar parte da redução tributária, a coalizão decidiu elevar a carga sobre os contribuintes de maior renda.

O ministro das Finanças, Lars Klingbeil, afirmou que aqueles com maior capacidade financeira deverão contribuir mais para custear as mudanças.

Segundo ele, a medida busca preservar o equilíbrio fiscal enquanto o governo amplia incentivos para estimular a atividade econômica.

Economia perdeu força nos últimos anos

A reforma ocorre após anos de desempenho fraco da economia alemã. A indústria foi afetada pela crise energética provocada pela guerra na Ucrânia, pelo aumento dos juros na Europa e pela desaceleração do comércio internacional.

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Setores como automóveis, siderurgia e produtos químicos também enfrentam concorrência crescente da China e custos de produção superiores aos de outros mercados.

Nos últimos meses, institutos econômicos reduziram sucessivamente as projeções de crescimento para o país, reforçando a pressão para que o novo governo apresentasse uma agenda voltada ao aumento da competitividade.

Pressão política cresce com avanço da extrema direita

Além dos desafios econômicos, Merz enfrenta um ambiente político cada vez mais polarizado.

O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha lidera pesquisas nacionais de intenção de voto e tenta conquistar o comando de governos estaduais nas eleições regionais marcadas para setembro, especialmente no leste do país.

Ao anunciar o pacote, Merz reconheceu que a Alemanha atravessa um período de forte pressão econômica e política e afirmou que as reformas buscam recuperar o crescimento, fortalecer a indústria e restaurar a confiança na capacidade do governo de responder aos desafios do país.

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