Alerj vota medalha para Juliano Cazarré, entre enxurrada de homenagens
O último dia de trabalho dos deputados do Rio antes do recesso será intenso. Nesta terça-feira, 30, além de 26 vetos do Executivo, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e outros projetos, irão à votação cerca de 430 homenagens. Entre estas, chama a atenção a que concede a Medalha Tiradentes ao ator Juliano Cazarré, que acumula polêmicas ao propagar valores conservadores e a bandeira do “macho alfa”. A proposta, que envolve a mais alta honraria oferecida pela Casa, é dos deputados Rodrigo Amorim (PL) e Filipe Soares (PSDB).
O parlamentar do PL é o mesmo que apresentou projeto declarando Fábio Porchat persona non grata, devido a falas do humorista sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele ganhou notoriedade ao quebrar a placa de Marielle Franco durante a campanha de 2018.
“Valorização da família”
No caso de Cazarré, a justificativa para homenageá-lo ultrapassa suas qualidades como artista: “Além da sua atuação artística, o homenageado é reconhecido por ser posicionar publicamente em defesa dos valores conservadores, manifestando opiniões alinhadas a princípios de valorização da família e liberdade religiosa”. O texto cita o curso “O Farol e a Forja”, criado pelo ator para “homens enfraquecidos” e que gerou uma onda de críticas. Para os deputados, Cazarré virou alvo com a iniciativa por causa do “seu posicionamento firme”.
A última polêmica do artista é uma acusação de assédio moral feita por uma ex-funcionária, que acionou a Justiça do Trabalho. Ela diz ter sido submetida também a jornadas exaustivas no período em que trabalhou na residência de Cazarré, que nega as denúncias.