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Aliados notam uma mudança em Michelle no caso da prisão de Bolsonaro

23 de Junho de 2026, 15:17 0 visualizações
Aliados notam uma mudança em Michelle no caso da prisão de Bolsonaro

O prazo de 90 dias da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro termina nesta quinta-feira e abre uma nova etapa de incerteza para o principal líder do campo bolsonarista. A continuidade do benefício dependerá de uma nova avaliação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela decisão que autorizou Bolsonaro a deixar o Complexo Penitenciário da Papuda por razões de saúde (este texto é um resumo do vídeo acima).

A expectativa predominante entre aliados do ex-presidente é de que o regime domiciliar seja mantido. Nos bastidores, porém, o cenário político que cerca Bolsonaro mudou significativamente desde a concessão da medida.

Como Bolsonaro conseguiu a prisão domiciliar?

O repórter Gabriel Sabóia, de Radar, relembrou no programa Ponto de Vista que a autorização para a transferência de Bolsonaro para casa ocorreu após uma articulação política conduzida por aliados do PL e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Moraes dá esse voto de confiança depois de uma articulação que parte do PL”, afirmou o jornalista.

Na ocasião, Michelle participou de uma audiência reservada com o ministro para defender a mudança de regime, em meio aos problemas de saúde enfrentados pelo ex-presidente. Agora, segundo Sabóia, o cenário é diferente. O pedido de renovação da prisão domiciliar está sendo conduzido apenas pelos advogados de Bolsonaro, sem a mesma mobilização política observada há três meses.

Por que Michelle Bolsonaro está mais distante?

De acordo com o repórter, a ausência de uma nova articulação envolvendo Michelle reflete mudanças internas no bolsonarismo após a consolidação da candidatura presidencial de Flávio.

Michelle chegou a ser cogitada como candidata ou até mesmo vice em uma chapa ligada ao ex-presidente. Com a definição de Flávio como representante da família na disputa pelo Palácio do Planalto, ela passou a manter distância das atividades partidárias. “Existe um distanciamento da campanha do Flávio”, relatou Sabóia.

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A justificativa apresentada por Michelle aos aliados é a dedicação à saúde do marido e às questões familiares decorrentes do período de prisão. Ainda assim, integrantes do PL observam que a redução de sua participação política tem sido percebida dentro do partido.

O apoio a Bolsonaro diminuiu dentro do PL?

Questionado sobre o tema, o cientista político Rafael Cortez avaliou que a eventual perda de protagonismo político de Bolsonaro não significa enfraquecimento automático do ex-presidente junto ao eleitorado conservador. “Ainda que exista esse movimento, não retira a força política do ex-presidente”, afirmou.

Segundo Cortez, o bolsonarismo enfrenta uma característica particular: a sobreposição entre disputas familiares e estratégias políticas. “Há uma confusão entre a dinâmica familiar e a coesão política desse grupo”, disse.

O cientista político observou que as relações entre Michelle, os filhos do ex-presidente e a candidatura de Flávio passaram a ocupar espaço crescente nas discussões internas do movimento.

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Qual o impacto para a candidatura de Flávio Bolsonaro?

Para Cortez, a falta de unidade percebida entre os principais nomes do bolsonarismo pode gerar dificuldades para a campanha presidencial do senador. Ele destacou que Michelle é vista por aliados como uma figura importante para ampliar a penetração eleitoral de Flávio, especialmente entre mulheres. “Essa dinâmica tem afetado a força dessa candidatura para enfrentar o projeto de reeleição”, afirmou.

Segundo o cientista político, o próprio Flávio tem buscado reforçar publicamente a ligação com o pai nas redes sociais como forma de transmitir uma imagem de coesão ao eleitorado conservador. “Ele tenta se aproximar, faz menções ao pai com mais constância nas redes sociais, justamente para dar essa unidade que parece ainda perdida”, disse.

O que pesa na decisão de Moraes?

Entre os bolsonaristas, prevalece a avaliação de que o comportamento de Bolsonaro durante o período domiciliar favorece uma eventual renovação da medida. Sabóia relatou que, apesar de episódios que geraram ruído político, como a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente durante uma blitz em Brasília, aliados consideram que ele cumpriu as determinações impostas pelo Supremo.

Há também o entendimento de que um retorno à Papuda, a poucos meses da eleição presidencial, poderia reacender críticas ao STF e fortalecer a narrativa de perseguição adotada pelos apoiadores de Bolsonaro. Por isso, a expectativa no entorno do ex-presidente é de manutenção da prisão domiciliar. A decisão final, porém, caberá exclusivamente ao ministro Moraes, que deverá analisar os relatórios médicos e os argumentos apresentados pela defesa.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

 

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