Ancelotti não revela escalação, mas indica possibilidade de Neymar entrar contra Japão
Carlo Ancelotti manteve em segredo a escalação da seleção brasileira para o jogo contra o Japão nesta segunda, 28, às 14h (horário de Brasília), no estádio de Houston, nos Estados Unidos. A partida válida pela fase eliminatória de 16 avos de final pode ser a primeira em que o treinador repete uma escalação em dois jogos consecutivos, mas ele não confirmou a informação.
Em entrevista coletiva, o italiano bem-humorado disse aos jornalistas: “Não quero dar a escalação porque não quero que vocês fiquem tranquilos demais. Eu vou pensar na escalação perfeita para amanhã. Se eu der a escalação agora, vocês ficam tranquilos e só penso eu, e vocês tem que pensar também.”
Apesar de não confirmar os onze iniciais, Ancelotti elogiou a mobilidade de Matheus Cunha nas vitória contra o Haiti e a Escócia:
“É verdade que a posição do Cunha no último jogo nos deu vantagem porque é uma posição que não é tão bem definida no campo. Acho que é muito importante mudar de posição para não dar muita referência para a equipe rival. Creio que os três, Bruno, Paquetá e Matheus [Cunha], fizeram bem nos últimos dois jogos neste aspecto.”
Sobre Neymar, o treinador afirmou que o camisa 10 pode ter mais minutos em campo de acordo com o contexto da partida. “Ele está evoluindo muito bem, está progredindo. Na última semana ele progrediu muito, uma pena que ele não podia treinar todo o tempo que esteve com com nós. Ele pode jogar mais de 15 minutos obviamente, está muito bem, depende muito do contexto do jogo e da evolução do jogo de amanhã.”
Questionado se, na época de jogador, dormiria bem não sabendo se seria titular ou não em uma partida decisiva, Ancelotti novamente respondeu com bom-humor. “Eu dormiria tranquilamente”, afirmou o italiano que arrancou risadas na sala de conferência.
“Você pensa que o jogador não dorme bem? Habitualmente, o jogador que vai jogar sabe, é o jogador que não vai jogar que não sabe, mas o jogador que vai jogar sabe que vai jogar. É uma conversa individual, mas o jogador dorme bem. Dorme muito bem, melhor que um treinador”, concluiu.