Após reunião com o Republicanos, Cleitinho não reverte veto e continua sem candidatura
Depois de uma reunião de cinco horas, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) não conseguiu reverter o veto de seu partido e permanece sem legenda para disputar o governo do estado de Minas Gerais. Haverá uma nova reunião no sábado, 1º, na qual o parlamentar ainda tem esperanças de convencer os chefes do partido a mudarem de ideia. De acordo com a assessoria do parlamentar, “não foram passados detalhes do que está gerando o impasse”.
Na última quarta-feira, 29, as executivas nacional e estadual do Republicanos divulgaram uma nota conjunta afirmando que, apesar de liderar com folga as pesquisas de intenção de voto, a sigla não levará adiante a candidatura de Cleitinho. A nota, com duros recados ao senador, mencionou a ausência dele na convenção coletiva e um amplo descomprometimento com a empreitada.
Apesar de o nome de Cleitinho ser sondado há meses, ele mudou de ideia em várias ocasiões sobre a disputa pelo governo mineiro, o que também foi ponderado por seu partido. “O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo”, diz trecho do comunicado de quarta.
Na noite desse mesmo dia, o senador convocou uma coletiva de imprensa e disse que não foi à convenção do Republicanos por conta do falecimento do irmão e que buscaria reverter o veto à sua candidatura junto aos presidentes nacional e estadual da sigla — respectivamente, os deputados federais Marcos Pereira e Euclydes Pettersen.
“Desde o ano passado, tive a humildade de falar que, se eu estivesse até perto de começar a eleição liderando as pesquisas, eu seria candidato (… ). Saiu uma última pesquisa agora, faltando dez semanas para a eleição, que mostra com 40% (das intenções de votos). Não sou só eu que quero, é o povo mineiro que quer. E a voz do povo é a voz de Deus”, disse o senador na coletiva.