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As exigências do Irã para que acordo de paz com os EUA avance

15 de Junho de 2026, 14:28 0 visualizações
As exigências do Irã para que acordo de paz com os EUA avance

Mais de quinze semanas após o início da guerra no Oriente Médio, o presidente americano, Donald Trump, anunciou na noite de domingo 14 que “o acordo com a República Islâmica do Irã está concluído”.

Nesta segunda, o Paquistão, que atua como mediador do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, anunciou que a cidade suíça de Genebra será o local da assinatura do acordo de paz na próxima sexta-feira, 19.

Os detalhes do arranjo não foram divulgados na íntegra, embora Trump tenha confirmado que os Estados Unidos encerrariam seu bloqueio naval aos portos iranianos e que o Estreito de Ormuz seria aberto a partir de sexta, 19. Segundo ele, a nevrálgica rota marítima ficará “permanentemente livre de pedágio”, após semanas de especulação sobre a cobrança de taxas por parte de Teerã.

Pouco depois, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais afirmou que o texto do memorando de entendimento havia sido finalizado e seria assinado na sexta-feira na Suíça. O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, por sua vez, disse que a assinatura do documento abrirá um período de negociação de 60 dias. No entanto, ele destacou que isso dependerá do cumprimento de três compromissos por Washington, em particular a liberação de bilhões de dólares em fundos iranianos congelados em bancos no exterior — uma declaração que o governo americano rejeitou.

Segundo a agência estatal iraniana Mehr, Teerã apresentou uma lista com 14 exigências para avançar em um acordo de paz. São eles:

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  1. Um cessar-fogo imediato e permanente em múltiplas frentes, incluindo o Líbano.
  2. Compromisso dos EUA em respeitar a soberania iraniana.
  3. Remoção de restrições navais ao Irã em 30 dias.
  4. Redução da presença militar dos EUA perto do Irã
  5. Reabertura do Estreito de Ormuz
  6. Remoção de restrições às exportações iranianas de petróleo, produtos petroquímicos e afins
  7. Os Estados Unidos e os países aliados forneceriam pelo menos 300 bilhões de dólares em assistência para reconstrução e desenvolvimento.
  8. Um período de negociação de dois meses para chegar a um acordo final sobre o programa nuclear do Irã e a remoção das sanções impostas pelos Estados Unidos, pelas Nações Unidas e pela Agência Internacional de Energia Atômica.
  9. Reafirmação dos compromissos de não proliferação
  10. Estados Unidos se absteriam de aumentar o número de tropas enviadas para a região ou de impor novas sanções enquanto as negociações continuarem.
  11. Um total de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados no exterior serão liberados, sendo que metade será disponibilizada antes do início das negociações finais.
  12. A criação de um sistema para supervisionar o cumprimento dos compromissos assumidos por ambas as partes.
  13. Qualquer acordo final precisaria ser aprovado por meio de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
  14. As negociações finais só começariam depois que metade dos fundos congelados do Irã fosse liberada, as sanções energéticas fossem suspensas e as restrições navais fossem revogadas. As conversas se concentrariam em questões nucleares, sanções e recuperação econômica, enquanto o programa de mísseis balísticos do Irã e o apoio a grupos armados regionais permaneceriam fora do escopo das negociações.

Reação israelense

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ainda não se manifestou publicamente sobre o acordo entre Estados Unidos e Irã. Uma fonte do governo de Israel disse à emissora americana CNN que, nos bastidores, ele culpou os enviados de Trump — seu genro, Jared Kushner, e o magnata imobiliário Steve Witkoff — por criarem atritos entre ele e o presidente dos Estados Unidos.

Enquanto isso, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta segunda-feira que as forças israelenses não deixarão o sul do Líbano como parte do cessar-fogo e que essa posição foi transmitida a Trump. Políticos de todo o espectro político em Israel criticaram o acordo, incluindo o estridente ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, da ultradireita.

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Reação global

Os preços do petróleo caíram para seus níveis mais baixos em mais de três meses depois que os Estados Unidos e o Irã anunciaram ter chegado a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebrou o pacto e disse que ele “deve permitir a reabertura imediata” da via, por onde passam 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.

Líderes mundiais ao redor do globo também comemoraram o acerto, incluindo os de países como China, Turquia, França, Japão e Reino Unido.

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