As tarefas humilhantes do reality de Viih Tube com funcionários
Intitulado ‘As Patroas’, programa criado por Viih Tube e o marido, Eliezer, reúne 11 empregados da residência do casal, ex-BBBs, na disputa por recompensas em dinheiro e outros benefícios. Entre os competidores estão babás, governanta, motorista e auxiliar geral. A repercussão negativa foi imediata.
Em menos de um dia, o vídeo ficou indisponível na plataforma após receber críticas relacionadas à exposição da relação entre patrões e empregados. No mesmo período, o perfil da influenciadora no Instagram também foi desativado.
O chamado “desafio do CLT” consiste em provas que concedem 1 mil reais e dez pontos ao vencedor. Na dinâmica, Viih Tube e Eliezer esconderam moedas em diferentes cômodos da mansão, incluindo um lago artificial, sala de estar, uma lixeira de banheiro e até o vaso sanitário, obrigando os participantes a procurá-las. Durante a busca, Anderson, motorista da família, reagiu ao encontrar uma das moedas no banheiro: “Misericórdia, né? Dentro do vaso? Pelo amor de Deus, não é possível”. Em outra cena, uma funcionária entra no lago para recuperar um dos objetos.
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Além da premiação em dinheiro, o reality prevê “benefícios” e uma regalia definida pelo público. Entre as premiações: sessão de massagem, refeição em restaurante de sua preferência ou a possibilidade de iniciar a jornada de trabalho uma hora mais tarde durante toda a semana.
Ao longo da temporada, serão distribuídos R$ 60 mil em prêmios. O primeiro colocado ficará com R$ 20 mil, além do valor acumulado nas provas; o segundo receberá apenas a quantia dos desafios, enquanto o terceiro ganhará uma motocicleta.
O Ministério Público do Trabalho em São Paulo confirmou a abertura de um procedimento para analisar o caso. O episódio também provocou uma manifestação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). “A Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana, e a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever”, afirmou o TST nas redes sociais.