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Baleado na cabeça, tenente da Rota é irmão de Eloá Pimentel

27 de Junho de 2026, 17:51 0 visualizações

O tenente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) da Polícia Militar de São Paulo (PMSP), Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, baleado na cabeça neste sábado (27/6) enquanto estava parado em um semáforo, em São Caetano do Sul (SP), é irmão da estudante Eloá Pimentel – a jovem foi assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves, no que é considerado o sequestro mais longo da história de São Paulo.

Conforme apurado pelo Metrópoles, o oficial da PM, que entrou no ano seguinte à morte da jovem, é irmão por parte da mãe Ana Cristina Pimentel dos Santos.

O agente foi atacado à paisana por dois homens em uma moto, em um semáforo da Avenida Goiás. Segundo a PMSP, tratou-se de uma tentativa de homicídio contra o tenente do 1º Batalhão de Polícia de Choque. Veja imagens: 

O estado de saúde do oficial da PM é considerado grave. “Apenas 1 disparo [atingiu a vítima], mas numa região muito delicada, que é posterior do pescoço”.

“Equipes de resgate prestaram os primeiros atendimentos, e o policial foi socorrido pelo helicóptero Águia. A ocorrência segue em andamento, com diligências para identificar e localizar os autores do crime”, informou a corporação.


Caso Eloá Pimentel

  • Em 13 de outubro de 2008, Lindemberg, então com 22 anos, invadiu a casa de sua ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos.
  • Ele manteve Eloá e sua amiga Nayara em cárcere privado por mais de 100 horas.
  • Quando a polícia invadiu o apartamento, Lindemberg atirou contra as reféns. Nayara foi ferida no rosto e Eloá ficou inconsciente, sendo levada ao hospital. A menina morreu horas depois, vítima dos dois tiros.
  • Lindemberg foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão. Em 2013, a pena foi reduzida a 39 anos e três meses.
  • Lindemberg está preso em Tremembé, no interior de São Paulo.

O tenente Pimentel, como era conhecido na corporação, tinha 21 anos quando a irmã foi assassinada em um dos casos mais chocantes do país. Em 2025, a Netflix lançou o documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, que revisita um dos crimes de cárcere privado mais chocantes do país. Em paralelo, pessoas próximas a Eloá Pimentel fizeram revelações sobre o crime.

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