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Bezos e bilionários entram no Liverpool em negócio que avalia clube em mais de US$ 7 bilhões

14 de Agosto de 2026, 13:38 6 visualizações
Bezos e bilionários entram no Liverpool em negócio que avalia clube em mais de US$ 7 bilhões

Um grupo de investidores apoiado por Jeff Bezos, fundador da Amazon, fechou acordo para comprar mais de 30% do Liverpool, em uma operação que avalia o clube inglês em mais de US$ 7 bilhões. O negócio transforma o time em mais um exemplo de como os grandes clubes de futebol passaram a ser tratados pelos bilionários como ativos financeiros de alto valor.

A participação será adquirida pela 1892 Holdings, consórcio liderado por Amit Bhatia, genro do bilionário indiano Lakshmi Mittal, dono de um dos maiores grupos siderúrgicos do mundo. O grupo tem entre seus investidores o fundo esportivo da K5 Global, que tem Bezos como principal investidor, e o family office de Elaine e Eduardo Saverin, brasileiro cofundador do Facebook.

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A operação ainda precisa passar por aprovações regulatórias. O Fenway Sports Group (FSG), atual controlador do Liverpool, continuará com o controle do clube.

Clube comprado por £300 milhões agora vale mais de US$ 7 bilhões

O negócio chama atenção também pelo retorno obtido pela FSG.

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Quando o grupo americano comprou o Liverpool, em 2010, pagou cerca de £300 milhões. Na época, o clube atravessava dificuldades financeiras e havia perdido espaço para rivais como Manchester United.

De lá para cá, o valor do Liverpool disparou.

O principal fator foi a combinação entre desempenho esportivo e crescimento comercial. A contratação de Jürgen Klopp, em 2015, marcou uma mudança importante na trajetória do clube. Sob o técnico alemão, o Liverpool voltou a disputar títulos, venceu a Liga dos Campeões em 2019 e conquistou a Premier League em 2019-20 e novamente em 2024-25.

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O sucesso em campo ajudou a transformar o clube em uma potência comercial.

Na temporada 2024-25, o Liverpool registrou mais de £700 milhões em receita, o maior faturamento de sua história.

Por que Bezos está investindo em futebol?

O negócio faz parte de um movimento maior de entrada de grandes fortunas no esporte.

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Clubes de futebol deixaram de ser apenas propriedades de empresários interessados em prestígio. Com receitas maiores de televisão, patrocínios, venda de produtos, exploração de marcas e expansão internacional das torcidas, os grandes times passaram a ser vistos também como ativos capazes de ganhar valor ao longo do tempo.

É exatamente o tipo de ativo que interessa a investidores como Bezos: uma marca mundial, com uma enorme base de consumidores e potencial para ampliar receitas fora do mercado doméstico.

A participação no Liverpool também permite ao grupo de investidores exposição a um dos clubes mais conhecidos do planeta sem precisar assumir o controle operacional.

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Bezos não terá assento no conselho do Liverpool. Amit Bhatia será vice-presidente do clube.

Liverpool não é o primeiro gigante a atrair bilhões

O negócio acontece em um mercado em que as avaliações dos grandes clubes dispararam.

Em 2022, um grupo liderado pela Clearlake Capital e Todd Boehly comprou o Chelsea por £2,5 bilhões em valor patrimonial.

No ano seguinte, o bilionário britânico Jim Ratcliffe adquiriu uma participação minoritária no Manchester United em uma operação que avaliou o clube em cerca de US$ 6,3 bilhões.

O Liverpool agora se aproxima de uma faixa de valor ainda mais elevada.

A operação também mostra a diferença entre o preço pago pela FSG em 2010 e o valor atribuído ao clube atualmente. O investimento inicial de cerca de £300 milhões se transformou em uma participação que, no novo negócio, corresponde a uma avaliação superior a US$ 7 bilhões para todo o clube.

O que muda no Liverpool

Apesar da chegada dos novos investidores, a operação não deve alterar o comando do futebol.

A FSG continuará responsável pelo controle do clube, enquanto os novos acionistas terão participação econômica e representação no conselho.

O acordo também não prevê, neste momento, uma mudança na estratégia de contratações ou na administração esportiva.

Para os novos investidores, portanto, o negócio é menos uma aposta em mudanças imediatas no time e mais uma aposta na capacidade de o Liverpool continuar aumentando seu valor.

A lógica é semelhante à de outros investimentos em grandes franquias esportivas: comprar uma participação em uma marca já consolidada e capturar a valorização futura do ativo.

Um mercado cada vez mais dominado por bilionários

A entrada de Bezos e Saverin no Liverpool reforça uma transformação no futebol europeu. As equipes mais valiosas estão cada vez mais próximas do universo de private equity, fundos de investimento e grandes fortunas de tecnologia.

Para os donos dos clubes, a entrada desses investidores representa uma fonte adicional de capital e uma maneira de monetizar parte da valorização acumulada.

Para os investidores, o futebol oferece algo raro no mercado: uma marca global com milhões de consumidores extremamente engajados e receitas recorrentes.

No caso do Liverpool, a aposta agora é que o crescimento construído na última década ainda não tenha chegado ao limite.

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