Boi Caprichoso é campeão do 59º Festival Folclórico de Parintins
29 de Junho de 2026, 22:17
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Curupira - O Guardião da Vida - segunda noite do Caprichoso no Festival de Parintins O Boi Caprichoso é o campeão do 59º Festival Folclórico de Parintins. Defendendo o tema "Brinquedo Que Canta seu Chão", o boi azul e branco conquistou o 27º título de sua história. O resultado foi definido durante a apuração realizada na tarde desta segunda-feira (29), no Bumbódromo, em Parintins. O Caprichoso empatou na primeira noite e venceu as outras duas noites. O Caprichoso alcançou 1.259,0 pontos contra 1.258,3 pontos do Garantido. O Festival de Parintins 2026 foi realizado entre os dias 26 e 28 de junho e reuniu milhares de torcedores na ilha. Durante as três noites, Caprichoso e Garantido apresentaram espetáculos que combinaram música, dança, alegorias, lendas amazônicas e referências às culturas indígena e afro-brasileira em busca do título. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Foram avaliados 21 itens, entre eles apresentador, cunhã-poranga, alegorias, ritual indígena e evolução. Boi Caprichoso na 1ª noite do Festival de Parintins 2026 Divulgação/Caprichoso Relembre abaixo como foram as apresentações do Boi Caprichoso nas três noites do 59º Festival Folclórico de Parintins. Primeira noite Primeiro a entrar na arena, o Caprichoso apresentou o espetáculo "Parintins – O Chão de Origem", destacando a história da ilha, os povos originários e a formação da identidade cultural parintinense. Ao longo da noite, o bumbá homenageou os brincadores de boi e reforçou a importância das manifestações populares que ajudaram a construir a identidade cultural parintinense. Entre os momentos mais aguardados estiveram as evoluções da cunhã-poranga Marciele Albuquerque, que surgiu da alegoria "Cobra Grande – A Deusa da Encantaria", da sinhazinha da fazenda Valentina Cid e da rainha do folclore Cleise Simas. Apresentação do Boi Caprichoso na primeira noite do Festival de Parintins 2026. Lucas Macedo/g1 AM Sinhazinha do Caprichoso, Valentina Cid revela bastidores antes de 'levitar' no Festival de Parintins Segunda noite No sábado (27), o espetáculo destacou a Amazônia como território sagrado e ancestral. Encantados, povos indígenas e manifestações culturais que mantêm viva a identidade da floresta ganharam espaço na arena. Com lendas, alegorias e rituais, o Caprichoso reforçou a preservação da floresta e o valor dos saberes tradicionais. A apresentação iniciou com a Lenda Amazônica “Curupira – O Guardião da Vida”, inspirada em um dos personagens mais conhecidos do imaginário amazônico. A alegoria mostrou o Curupira como protetor da floresta, dos animais e dos caminhos da mata, símbolo da resistência diante das ameaças ao território. Em seguida, o Caprichoso trouxe a Figura Típica Regional “Os Pescadores e Pescadoras da Amazônia”. A alegoria homenageou quem vive dos rios e mantém tradições passadas de geração em geração, exaltando os trabalhadores das águas como guardiões da cultura amazônica. Encerrando a apresentação, o boi azul apresentou o Ritual de Transcendência Asurini – Maraká, inspirado na cosmologia do povo Asurini do Xingu. O quadro retratou a espiritualidade indígena e a conexão entre o mundo material e o dos encantados, reafirmando a força dos saberes ancestrais. Boi Caprichoso no meio da galera azulada na 2ª noite do Festival de Parintins Tiago Corrêa/Secom Terceira noite O Caprichoso abriu o espetáculo da última noite surgindo dos céus ao lado do levantador Patrick Araújo. O primeiro quadro foi a lenda amazônica “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”, de onde surgiu a cunhã-poranga Marciele Albuquerque, que evoluiu ao som de “Deusa das Lutas”. Na sequência, a rainha do folclore Cleise Simas evoluiu representando o Carimbó. Em seguida, a figura típica regional “As Farinheiras da Amazônia” revelou a porta-estandarte Marcela Marialva, que evoluiu ao som de “Deusa da Constelação”. A terceira alegoria apresentou a exaltação cultural “O Auto do Boi Brasileiro”, conduzida pelo amo Caetano Medeiros. A alegoria revelou o boi Caprichoso e a sinhazinha Valentina Cid, que tocou violino durante a toada “Leveza de Sinhá”. Patrick Araújo ainda homenageou o compositor Chico da Silva com a toada “Meu Amor é Caprichoso”. Fechando a apresentação, o Caprichoso levou à arena o Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre Xikrin. Da alegoria surgiu o pajé Erick Beltrão, que encerrou o espetáculo ao som de “Mothokari”. Inspirado na cosmologia do povo Xikrin, alegoria do Caprichoso retrata a jornada de formação do xamã, que atravessa diferentes planos espirituais em busca de conhecimento, proteção e equilíbrio. O ritual simboliza a transformação espiritual, a conexão entre humanidade, natureza e sobrenatural e o papel do xamã como mediador entre os povos e as forças que regem o universo. Lucas Macedo/g1AM
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