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Bolsa brasileira despenca em agosto e tem 2º pior desempenho entre 21 mercados

18 de Agosto de 2026, 17:16 7 visualizações
Bolsa brasileira despenca em agosto e tem 2º pior desempenho entre 21 mercados

Um levantamento da consultoria Elos Ayta mostra que o Ibovespa acumula queda de 8,54% em dólares em agosto até o dia 17, o segundo pior desempenho entre 21 índices de bolsas acompanhados pela instituição.

O resultado brasileiro só não é pior que o do Merval, principal índice acionário da Argentina, que recua 10,47% no mesmo período.

A comparação em dólar permite colocar mercados de diferentes países na mesma base. Isso é especialmente relevante para investidores estrangeiros, porque considera não apenas a variação das ações, mas também o comportamento da moeda local.

No caso brasileiro, o Ibovespa registra queda de 6,30% em reais no mês. Como o dólar subiu 2,44% frente ao real até 17 de agosto, a perda da Bolsa aumenta quando convertida para a moeda americana, chegando aos 8,54%.

O levantamento coloca o mercado brasileiro entre os grandes destaques negativos do mês.

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Depois do Merval e do Ibovespa aparecem o FTSE China 50, com baixa de 2,55%, e o IPC México, que recua 2,29%.

Na outra ponta, o Euro Stoxx 50 lidera o ranking, com alta de 7,02% em dólares. O Nikkei 225, do Japão, avança 6,77%, enquanto o Nasdaq, nos Estados Unidos, sobe 5,01%. Na América Latina, Colômbia e Peru destoam do cenário negativo, com ganhos de 2,68% e 2,65%, respectivamente.

Dólar amplia a perda para o estrangeiro

A diferença entre os números em reais e em dólares é importante para entender o desempenho da Bolsa brasileira.

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Imagine um estrangeiro que tivesse investido em ações brasileiras no início de agosto. Ele teria enfrentado, primeiro, a desvalorização dos próprios papéis. Depois, ao converter o investimento de volta para dólares, teria ainda o efeito da alta da moeda americana.

É por isso que uma queda de 6,30% em reais se transforma em uma perda de 8,54% em dólares.

Fuga de estrangeiros aumenta pressão

O desempenho negativo ocorre em paralelo a uma saída significativa de capital estrangeiro da B3.

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Segundo dados da própria Elos Ayta, investidores internacionais retiraram R$ 15,6 bilhões da Bolsa brasileira até 13 de agosto, o maior fluxo negativo desde janeiro de 2022.

A saída ocorre depois de um primeiro semestre favorável para os ativos brasileiros.

A proximidade das eleições, as dúvidas sobre a trajetória das contas públicas e a preocupação com o crescimento da dívida estão entre os fatores que passaram a pesar nas decisões dos investidores.

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