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Brasil vence bem a Escócia e agora aguarda o adversário do primeiro mata-mata

25 de Junho de 2026, 00:01 0 visualizações
Brasil vence bem a Escócia e agora aguarda o adversário do primeiro mata-mata

A vitória do Brasil contra a Escócia, por 3 a 0, foi  tranquila – e houve evidente melhora da equipe depois da insossa atuação contra o Marrocos e a partida, um pouquinho melhor, contra o frágil Haiti. Agora o salto foi evidente, ainda que a Escócia tenha ajudado. Não demorou seis minutos, não mais do que seis, para que o goleiro Angus Gunn desse um passe na fogueira para o zagueiro Scott McKenna – pressionado por Rayan, perdeu a bola, entregue para Vinicius Jr. fazer o seu terceiro gol na Copa do Mundo. Foi uma bobeira homérica de uma seleção, a escocesa, que, com desconfortante frequência, vai, vai e não chega a lugar nenhum. Por coincidência, naquele exato momento, a mil quilômetros de distância, em Atlanta, o Haiti marcava – com um gol de letra! – contra o Marrocos. Estava dada a senha de uma tarde feliz para a canarinho, que agora espera o adversário da eliminatória de 16 avos, no dia 29, segunda-feira, em Houston. Lembre-se: Marrocos venceu o Haiti por 4a 2  – o que garantiu, no saldo, o primeiro lugar aos brasileiros.

A partida era morna, de evidente posse de bola do Brasil, mas sem grandes lances ou muito risco – em 30 minutos, parecia nada ter acontecido. Até que o zagueiro Hendry cometeu um outro erro bisonho, ao perder a bola para Vinicius Jr., sempre ele, que mandou para as redes – em lance anulado pelo VAR. A torcida brasileira, mal habituada, em uníssono mandou o juiz tomar naquele lugar – a escocesa soprava a gaita de fole entoando a italiana Bella Ciao. Depois, ao fim do primeiro tempo, Vinicius Jr. voltou a marcar – tem agora quatro gols, como Mbappé e Haaland. Matheus Cunha, que também marcou, em ótima jogada de Bruno Guimarães, tem três. A ironia: enquanto o Brasil seguia bem em campo, a torcida cantava “Neymar, Neymar”, como se fosse preciso tê-lo em campo. E então, com o jogo resolvido, Ancelotti pôs o camisa 10 em campo – Neymar que, desde 2023, não vestia a camisa amarela, em seu primeiro jogo com o italiano no comando. Neymar, que pela primeira vez em muito tempo é coadjuvante.

Neymar, jogador de futebol brasileiro, em campo com uniforme amarelo e branco, braços erguidos e olhar para cima, em um estádio com torcedores ao fundo
O camisa 10 Neymar, depois do grito da torcida: enfim em campo, ausente da seleção desde 2023Megan Briggs/Getty Images

A classificação, sem esforço, representou alívio, evidente festa da torcida de amarelo que lotou o estádio em Miami, mas é pouco para permitir tranquilidade nos próximos passos. A seleção não tem ainda padrão de jogo. Erra passes em demasia, especialmente Paquetá. E Vinicius Jr., sem dúvida o destaque até aqui, nos três jogos, por vezes parece tomar decisões erradas. Há esperança com Matheus Cunha, artilheiro, jogador inteligente, sempre bem posicionado, que voltou a marcar e agora tem três na Copa.

Os 90 minutos contra a Escócia, portanto, são a cara da canarinho na Copa – há bons jogadores, há bons lances, algum ânimo despontou nesta quarta-feira, mas cadê a engrenagem azeitada? Não há.  E convém não depender sempre de bobagens dos adversários, que faz parte do futebol, claro, mas costuma ser insuficiente em Copas. Rayan, o jovem Rayan, de 18 anos, foi uma boa surpresa ao aparecer como titular, mas pouco fez, tímido e ansioso – à exceção de um quase gol, depois de dar chapéu em um defensor da Escócia, em lance que soaria antológico. O segundo tempo foi mais do mesmo, embora a Escócia tenha iniciado com mais agressividade, tendo inclusive perdido um gol, de cabeça, de um bom cabeceador, que praticamente atrasou para Alisson, o atacante Scott McTominay, do Napoli. Os escoceses, depois do 3 a 0, tentaram alguma coisa, mas pararam em Alisson.

Tudo somado, apesar de o Brasil não ter brilhado, longe disso, foi um passeio tranquilo – e a constatação de que, para o Brasil, essa é a Copa de Vinicius Jr., secundado pelo ótimo Mathes Cunha. Pouca coisa não é. Há algo a comemorar na classificação, sem dúvida, e o onze de Ancelotti parece crescer em boa hora. Que venha o Japão, talvez a Holanda. E a ver qual o futuro de Neymar.

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