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Brasileiros passam dois terços da vida na internet e lideram uso de IA, aponta estudo

01 de Julho de 2026, 19:29 0 visualizações
Brasileiros passam dois terços da vida na internet e lideram uso de IA, aponta estudo

O brasileiro médio passa 116 horas por semana conectado à internet, o equivalente a quase cinco dias inteiros. Mantido esse ritmo ao longo da vida, serão 52 anos, nove meses e 16 dias diante de telas, segundo levantamento da empresa de cibersegurança NordVPN.

O número representa um salto de 11 anos em relação à edição anterior do estudo, divulgada em 2022, e reforça uma tendência já observada por pesquisas internacionais: o Brasil está entre os países com maior tempo de uso da internet no mundo.

Dados do relatório Digital 2026, produzido pela DataReportal em parceria com We Are Social e Meltwater, também colocam os brasileiros entre os usuários que passam mais horas online diariamente, impulsionados principalmente pelo uso de smartphones, redes sociais e plataformas de vídeo.

IA entra de vez na rotina

Além do aumento do tempo conectado, o estudo indica que a inteligência artificial deixou de ser uma ferramenta ocasional para fazer parte da rotina dos brasileiros.

Os entrevistados afirmaram passar, em média, 2 horas e 50 minutos por semana conversando com chatbots de IA.

Segundo o levantamento, 32% consideram essas ferramentas essenciais no dia a dia, enquanto 42% dizem que elas já melhoraram sua experiência na internet.

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Na comparação internacional, o Brasil lidera todos os indicadores ligados ao uso cotidiano da IA. Apenas 13% dos japoneses afirmam que a tecnologia melhorou sua vida online, percentual semelhante ao observado na Alemanha e na França.

“Os brasileiros passam mais tempo online do que quase qualquer outro povo, cerca de 116 horas por semana. Isso equivale a mais de dois terços de toda a vida e é aproximadamente três vezes o tempo semanal registrado no Japão”, afirma Marijus Briedis, diretor de tecnologia da NordVPN.

Redes sociais continuam no topo

O entretenimento continua sendo o principal destino do tempo gasto na internet.

Os brasileiros passam, em média, 12 horas e 19 minutos por semana nas redes sociais.

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Na sequência aparecem:

  • streaming de filmes e séries: 11h28
  • vídeos online: 10h49
  • música: 8h32

O estudo mostra ainda que um terço dos brasileiros afirma não conseguir passar um dia inteiro sem acessar a internet.

Outro hábito consolidado é o da chamada segunda tela: 35% usam redes sociais enquanto assistem simultaneamente à televisão ou a plataformas de streaming.

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Brasil lidera compartilhamento de dados pessoais

O levantamento também aponta que os brasileiros são os mais propensos, entre os países pesquisados, a divulgar informações pessoais na internet.

Segundo a pesquisa:

  • 82% já compartilharam o nome completo;
  • 78%, a data de nascimento;
  • 63%, o endereço residencial;
  • 51%, o CPF.

Os percentuais superam os registrados em outros mercados avaliados pelo estudo e refletem uma cultura digital marcada por forte presença em aplicativos, redes sociais e serviços online.

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Conectividade amplia riscos

Especialistas em segurança digital observam que o crescimento do uso da internet e da inteligência artificial amplia também a exposição a golpes virtuais, vazamentos de dados e roubo de identidade.

Segundo a NordVPN, 37% dos brasileiros acreditam que suas informações pessoais já podem estar circulando na internet sem seu conhecimento, um dos maiores índices entre os países analisados.

O avanço da IA também traz novos desafios. Ferramentas capazes de gerar textos, imagens e vídeos aumentam o risco de fraudes digitais mais sofisticadas, tornando mais difícil identificar tentativas de phishing e outras formas de engenharia social.

Smartphone é principal porta de entrada

A pesquisa mostra ainda que 91% dos brasileiros acessam a internet principalmente pelo telefone celular, percentual muito superior ao observado em países como o Japão, onde o índice é de 53%.

Para especialistas, o predomínio do smartphone ajuda a explicar tanto o elevado tempo de conexão quanto a rápida adoção de novas ferramentas digitais, especialmente aplicativos baseados em inteligência artificial.

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