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Canetas emagrecedoras: o que o mercado já oferece e o que vem por aí

18 de Agosto de 2026, 13:28 7 visualizações
Canetas emagrecedoras: o que o mercado já oferece e o que vem por aí

A fila das novas canetas para o tratamento de obesidade e diabetes no Brasil, as chamadas “canetas emagrecedoras”, está andando rápido. Desde que a patente da semaglutida, o princípio ativo do Ozempic, expirou no Brasil, apenas em março deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Santinária (Anvisa) já expediu a permissão para a comercialização de oito variações delas, a serem fornecidas por seis laboratórios diferentes.

Uma leva de cinco foi aprovada de uma vez no fim de julho, e mais duas receberam a autorização oficial nesta segunda-feira, 18 – incluindo a primeira genérica da lista, isto é, a primeira sem marca e que deverá ser comercializada apenas pelo nome do princípio ativo do produto, a semaglutida. Nenhuma destas está ainda no mercado, já que leva alguns meses entre a autorização e o início efetivo das vendas, embora as primeiras opções similares, aprovadas antes, já tenham começado a chegar ao varejo.

Enquanto isso, os brasileiros continuam podendo comprar também o Mounjaro – embora ainda sem genéricos. A patente do Mounjaro só cairá em 2036 no Brasil. O Mounjaro, feito à base de tirzepatida, já é a terceira geração desse tipo de tratamento injetável, e, até aqui, o último já aprovado para comercialização no Brasil.

A indústria internacional, porém, não para. Pelo contrário, o entendimento de especialistas é de que ela está apenas no começo, e há ainda muita inovação em andamento no que diz respeito aos tratamentos de perda de peso e muita versão nova desses remédios por chegar. São produtos que estão ainda em fase de testes nos laboratórios ou que estão ainda começando a receber as suas aprovações para uso nos primeiros países. Elas incluem versões de duração mais longa, com necessidade de menos injeções (hoje semanais) e até em pílulas, o que dispensa de vez a picada no corpo.

Antes de tudo: o que são as canetas e os cuidados

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As famosas “canetas emagrecedoras” são, tecnicamente, produtos feitos à base de análogos do GLP-1. O GLP-1 é um hormônio produzido naturalmente pelo corpo que é liberado pelo intestino após as refeições e nos dá a sensação de saciedade. O que a indústria fez foi criar em laboratório moléculas que replicam o GLP-1 (por isso “análogos) e os seus efeitos no corpo. A semaglutida (base do Ozempic e Wegovy) e a liraglutida (base do Mounjaro) nada mais são do que algumas dessas “cópias” artificiais dos GLP-1.

Embora tenham se revelado um poderoso remédio de emgracimento, elas são um medicamente estritamente controlado, indicados por enquanto apenas a pacientes diagnosticados com diabetes do tipo 2 e obesidade. Eles só podem ser usados com acompanhamento médico e com receita, inclusive por conta de riscos de efeitos colaterais graves. Cada condição e cada paciente terá uma dose e duração do tratamento próprios, definidos pelo profissional de saúde. Também por conta da segurança, é importante só utilizar medicamentos aprovados e controlados pela Anvisa.

O que já tem no Brasil

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Atualmente, os brasileiros têm à disposição os tratamentos de liraglutida (princípio do Saxenda), semaglutida (princípio do Ozempic e Wegovy) e tirzepatida (princípio do Mounjaro).

Os dois primeiros, criados e fabricados originalmente pela norueguesa Novo Nordisk, já tiveram suas patentes expiradas no país e já possuem versões similares ou genéricas disponíveis nas farmácias, que são mais baratas.

No caso do Mounjaro, desenvolvido pela americana Eli Lilly e que veio depois, a marca segue protegida por mais dez anos, mas os originais continuam disponíveis nas farmácias até lá.

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O que tem para chegar

Nos países desenvolvidos, onde os tratamentos são, no geral, desenvolvidos e chegam primeiro, a nova fase da corrida do GLP-1 é a das pílulas. Nos Estados Unidos elas estão apenas começando. A versão oral do Wegovy, da Novo Nordisk, foi aprovada para comercialização no país em janeiro e, a da dona do Mounjaro, a Eli Lilly, foi aprovada em abril com o nome de Foundayo.

As pílulas devem ser tomadas diariamente e, a depender da marca, exigem a injestão em jejum, pela manhã. São, de toda forma, uma alernativa de comodidade para os que preferem se livrar da injeção.

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Nenhuma tem ainda previsão de chegada ao Brasil. Isto depende de as companhias submeterem seus pedidos à Anvisa e, depois, aguardarem o processo de avaliação, que depende de diversas análises clínicas e documentais e pode demorar um ano ou mais.

Além das pílulas, o mercado global espera ansiosamente pelo irmão mais novo do Mounjaro, a retratutida. Trata-se do novo análogo do GLP-1 da Eli Lilly que está ainda em desenvolvimento e, por conta disso, não está aprovado para uso comercial em lugar nenhum do mundo. A boa notícia é que esse processo já está em fase avançada de testes e a previsão da companhia é que seu pedido comercial, primeiro nos Estados Unidos, possa ser protocolado já em 2027.

Diferentemente de seus antecessores, a retratutida replica não só o GLP-1, mas também outros dois hormônios ligados ao metabolismo ao mesmo tempo. A expectativa, com isso, é que ela tenha um potencial de emagrecimento ainda maior e mais rápido que os anteriores.

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