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Cão farejador foi essencial e ajudou a encontrar cocaína diluída em carga de madeira

22 de Junho de 2026, 20:11 0 visualizações

Oito caminhões com madeira escondiam cocaína em esquema internacional investigado pela PF Um cão farejador da Receita Federal ajudou a localizar uma carga de droga escondida em madeira durante uma operação realizada em Corumbá (MS) e Cáceres (MT), no domingo (21). A apreensão pode se tornar uma das maiores já registradas no Brasil, mas a quantidade exata ainda depende de exames periciais. As equipes fiscalizaram cerca de 260 toneladas de madeira transportadas em oito caminhões. Durante as inspeções, um dos cães demonstrou interesse na carga, o que reforçou as suspeitas e levou ao aprofundamento das análises. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp As autoridades monitoravam o esquema após receberem informações de inteligência compartilhadas entre Brasil, Estados Unidos e Bolívia. Segundo a Receita Federal, dados enviados por autoridades norte-americanas e pela Aduana da Bolívia apontavam a possibilidade de a madeira estar contaminada com cocaína. Com base nessas informações, a fiscalização foi intensificada na região de fronteira. Quatro caminhões foram retidos em Corumbá e outros quatro em Cáceres. Como funciona o trabalho dos cães farejadores Cão farejador da Receita Federal foi essencial durante operação neste domingo (21) Receita Federal Os cães usados pelas forças policiais são essenciais nas operações de combate ao tráfico. Treinados especificamente para esse tipo de trabalho, eles têm olfato apurado e conseguem identificar substâncias escondidas em compartimentos de carros, caminhões e ônibus, auxiliando as equipes e tornando as fiscalizações mais rápidas e eficientes. “Eles aceleram muito o processo. O que levaria horas para um policial encontrar, o cão identifica em poucos minutos”, explica a policial rodoviária federal Andréia Gabriel. Para manter a saúde e o desempenho, os animais seguem uma rotina de alimentação controlada, acompanhamento veterinário, atividades físicas e treinamentos diários. Os cães não têm contato direto com as drogas. Eles identificam apenas os odores liberados pelas substâncias. Um dos exercícios mais utilizados no treinamento é o painel de odor, no qual o animal precisa identificar corretamente o cheiro e apontar sua localização. Quando acerta, recebe uma recompensa, geralmente um brinquedo, além do carinho do condutor. Antes das operações, os animais passam por um processo de adaptação ao ambiente. Em seguida, sinais já conhecidos, como o ajuste da coleira e comandos do condutor, indicam o início do trabalho. LEIA TAMBÉM: Entenda como esquema internacional usava madeira para esconder cocaína; carga pode ser a maior da história do Brasil PF aguarda laudo para identificar tipo e quantidade de cocaína diluída em carga de madeira Cães farejadores: como é a vida dos animais que são aliados contra tráfico de drogas no Brasil PF aguarda laudos para confirmar quantidade de droga A Polícia Federal aguarda a conclusão dos laudos periciais para confirmar o tipo e a quantidade da substância encontrada na carga de madeira apreendida neste domingo. A suspeita é de que a madeira tenha sido contaminada com cocaína líquida, um método considerado de difícil detecção. A apreensão ocorreu durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, Exército Brasileiro e órgãos de inteligência dos Estados Unidos e da Bolívia. Apesar das estimativas iniciais apontarem para uma possível apreensão recorde, a Polícia Federal informou que ainda não há confirmação oficial. "Não tem laudo definitivo dos produtos apreendidos pela Receita Federal", informou a corporação. Após a retenção da carga, a investigação criminal passou a ser conduzida pela Polícia Federal. Segundo a Receita Federal, não há novas informações sobre o caso, já que sua atuação termina após a apreensão e o encaminhamento do material para os procedimentos criminais. "A partir de agora, vamos trabalhar no caso e analisar os desdobramentos", informou a Polícia Federal. A corporação explicou que o resultado positivo para cocaína obtido no local é preliminar. Amostras da madeira foram enviadas para Campo Grande, onde serão analisadas em equipamentos especializados. Somente após a conclusão dos exames será possível confirmar oficialmente se a substância é cocaína e qual a quantidade presente na carga. Caminhões seguem sob custódia Segundo as informações obtidas durante a operação, a carga tinha como destino Mato Grosso do Sul e Paraná. Parte dos caminhões seguiria para Campo Grande antes da distribuição da mercadoria. Enquanto os exames continuam, os veículos permanecem sob custódia das autoridades. Em Corumbá, os caminhões estão armazenados no pátio da Agesa, porto seco da região e terminal logístico localizado na fronteira entre Brasil e Bolívia. Operação começou com troca de informações internacionais A investigação teve início após o compartilhamento de informações entre autoridades brasileiras, norte-americanas e bolivianas. Durante a fiscalização, cães farejadores indicaram a possibilidade de presença de droga na madeira. Na sequência, testes preliminares apontaram resultado positivo para cocaína. Agora, as autoridades aguardam os laudos definitivos para confirmar a composição do material e determinar se a apreensão está entre as maiores já realizadas no país. A droga foi encontrada em estado líquido e misturada à própria estrutura da madeira Receita Federal Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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