Central clandestina de criptomoedas do PCC é descoberta em SP, diz PM
Uma central clandestina de mineração de criptomoedas foi encontrada, na noite dessa sexta-feira (26/6), na região da Vila Andrade, zona sul de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, as suspeitas são de que este espaço era usado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Ninguém foi preso. Em maio, uma “Mineradora de Bitcoins” foi encontrada na comunidade de Paraisópolis.
A central foi encontrada durante patrulhamento pela comunidade Archipenko. Policiais da Companhia de Ações Especiais de Policia (Caep), do 16° Batalhão, desconfiaram de grandes tubulações que saíam da parte externa de um imóvel na Rua Campo Novo do Sul. O dono permitiu a entrada e mostrou onde ficavam as tubulações.
No local, localizado no piso superior do imóvel, 13 equipamentos de mineração de criptomoedas foram encontrados. Os equipamentos eram mantidos em uma estrutura com tubulações, sistema de ventilação e a energia era captada de ligação clandestina conhecida como “gato”.
O proprietário da residência, contudo, afirmou que alugava o espaço a outras pessoas que eram as responsáveis pela central clandestina. Ele foi conduzido ao 89° Distrito Policial (DP), onde foi ouvido e liberado, conforme a PM divulgou.
Prejuízo milionário
Estimativas da PM indicam que o prejuízo causado a partir da apreensão possa ser milionário. O valor dos equipamentos totalizam entre R$ 650 mil e R$ 1,9 milhão. Estruturas clandestinas dessa natureza podem utilizar ligações irregulares de energia elétrica e são investigadas por sua possível utilização pelo crime organizado para ocultação e movimentação de recursos provenientes do tráfico de drogas e de outros crimes correlatos.
Fontes ligadas ao caso contaram ao Metrópoles que centrais clandestinas de mineração de criptomoedas estão sendo encontradas com mais frequência em comunidades onde há a presença do PCC. Isto porque, segundo a polícia, a facção estaria utilizando destas estruturas para lavar dinheiro do tráfico de drogas e/ou crimes patrimoniais.
Em maio, a PM desarticulou uma “Mineradora de Bitcoins” dentro da comunidade de Paraisópolis. Na época, a polícia disse que cada máquina encontrada custava R$ 18 mil a unidade. O grupo criminoso consumia energia furtada, que, dependendo da bandeira do momento, o valor poderia variar de R$ 10 mil em energia elétrica furtada por mês.