Ciclista morto ao ser confundido com ladrão levou diversas pauladas
Câmeras de segurança registraram diversas agressões a pauladas contra Cláudio Rafael Landeiro, ciclista de 37 anos que morreu espancado após ser confundido com um ladrão em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. O crime ocorreu em 12/8. Veja:
Nas imagens, é possível ver que um grupo de motoboys toca o interfone do prédio onde Cláudio Rafael mora. Posteriormente, ele desce, os motociclistas o cercam em uma roda e começam a espancá-lo.
Câmeras registraram que os três suspeitos usaram um pedaço de pau para agredir o ciclista. Após cair no chão, os motoboys continuaram chutando parte do corpo da vítima, incluindo a cabeça.
O grupo ainda revira o corpo da vítima após o espancamento.
Rafael recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro (CBMERJ). Ele foi encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos e morreu nessa quarta-feira (19/8).
Entenda o caso
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) investiga a morte de Cláudio Rafael Landeiro, espancado em Copacabana, na zona sul. Segundo informações da família, ele foi confundido com um ladrão na madrugada do dia 12, e, posteriormente, agredido por um grupo de pessoas.
De acordo com depoimentos à polícia, naquela noite, Cláudio estava de bicicleta e foi abordado pelo segurança de um restaurante na Rua Barata Ribeiro. O funcionário teria suspeitado de que a bicicleta usada por Cláudio fosse roubada.
Segundo testemunhas, o segurança suspeitou e comunicou o caso a um grupo de motoboys. Os motociclistas foram até o endereço de Cláudio, na Rua Felipe de Oliveira, pediram para ele descer e, posteriormente, o espancaram.
Após a agressão, populares acionaram o CBMERJ.
Segundo o CBMERJ, o homem foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos e morreu nesta quarta. A causa da morte será constatada após o laudo de necrópsia do Instituto Médico Legal (IML).
“A investigação está em andamento na 12ª DP (Copacabana). Agentes realizam diligências para apurar os fatos”, informou a PCERJ.

