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Cientista político vê ponto ‘preocupante’ para Flávio na nova pesquisa Real Time Big Data

23 de Junho de 2026, 15:28 0 visualizações
Cientista político vê ponto ‘preocupante’ para Flávio na nova pesquisa Real Time Big Data

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial no Rio Grande do Sul, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça. Apesar da liderança, os números foram interpretados com cautela por analistas políticos, que enxergam no resultado mais motivos de preocupação do que de comemoração para a campanha do principal nome do campo bolsonarista (este texto é um resumo do vídeo acima).

Apresentados no programa Ponto de Vista, os dados mostram Flávio com 42% das intenções de voto no primeiro turno entre os eleitores gaúchos, contra 39% de Lula. A diferença configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Num eventual segundo turno, porém, o senador amplia a dianteira e alcança 51% das intenções de voto, enquanto o presidente registra 42%.

O que mostrou a pesquisa no Rio Grande do Sul?

O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 20 e 22 de junho. Em comparação com a rodada anterior, realizada em março, Flávio Bolsonaro manteve o mesmo patamar de apoio, enquanto Lula oscilou um ponto percentual para baixo. Atrás dos dois líderes aparecem nomes como Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Aécio Neves, Joaquim Barbosa e Augusto Cury, todos tecnicamente empatados em um segundo bloco da disputa.

O resultado consolida o Rio Grande do Sul como um dos estados estratégicos para a campanha do PL, que já trabalha na formação de palanques regionais para a eleição presidencial.

Por que o resultado preocupa a campanha de Flávio?

Para o cientista político Rafael Cortez, o dado mais relevante não é a liderança de Flávio, mas o tamanho relativamente reduzido da vantagem em uma região historicamente mais favorável à direita. “A despeito de estar na vantagem nesse levantamento do Rio Grande do Sul, o dado, na verdade, é mais preocupante para a candidatura do Flávio Bolsonaro”, afirmou no programa.

Segundo ele, a leitura dos números precisa levar em consideração a geografia eleitoral brasileira. Tradicionalmente, o Sul apresenta desempenho superior para candidatos identificados com o campo conservador e antipetista, enquanto o Nordeste tende a favorecer o PT.

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O impacto do escândalo de Flávio nas pesquisas

Qual o peso do Rio Grande do Sul na estratégia eleitoral?

Embora não esteja entre os maiores colégios eleitorais do país, o Rio Grande do Sul exerce papel importante no cálculo das campanhas presidenciais por integrar uma região considerada decisiva para a oposição. “O tamanho dessa vantagem é relevante para contrapor a vantagem esperada do petismo na região Nordeste”, explicou Cortez.

Na avaliação do cientista político, o desempenho de Flávio precisa ser analisado em comparação com os resultados obtidos pelo bolsonarismo em eleições anteriores, especialmente em 2022. Esse parâmetro permitiria identificar se o candidato está conseguindo manter ou ampliar a força eleitoral do grupo em seus redutos tradicionais.

O que a comparação regional pode indicar?

Cortez argumenta que o equilíbrio nacional entre lulismo e antipetismo passa justamente pela capacidade de cada campo político maximizar seu desempenho em regiões onde historicamente possui maior influência. “Nas regiões Sul e Sudeste, há uma inclinação maior para o antipetismo, mas nem sempre suficiente para compensar o desempenho do PT no Nordeste”, afirmou.

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Por essa razão, pesquisas estaduais ganham relevância ao indicar onde cada candidato está avançando ou perdendo terreno ao longo da campanha.

O resultado fortalece ou enfraquece Flávio?

Embora a liderança seja um ativo político para o senador, o especialista avalia que o desempenho ainda está abaixo do necessário para torná-lo mais competitivo nacionalmente. “É um passo importante, Flávio está na frente, mas vejo mais como centro de preocupação. Ele precisa ampliar essa vantagem se quiser ser mais competitivo”, disse.

A análise sugere que, para equilibrar a força eleitoral de Lula em regiões favoráveis ao petismo, o candidato do PL precisará transformar lideranças apertadas em margens mais robustas nos estados tradicionalmente alinhados ao campo conservador.

Nesse cenário, o Rio Grande do Sul aparece não apenas como um território de vantagem para Flávio Bolsonaro, mas também como um termômetro da capacidade da oposição de construir uma diferença eleitoral suficiente para enfrentar o presidente na reta final da disputa.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

 

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