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CineAlter encerra edição histórica com premiação e recorde de participação, em Santarém, no Pará

15 de Junho de 2026, 18:46 0 visualizações

5ª edição encerrou com premiação dos destaques do cinema latino-americano Foto: Gabriel Lobato O cinema produzido na Amazônia voltou a ocupar o centro do debate cultural latino-americano com o encerramento da 5ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano de Alter do Chão (CineAlter), realizado entre os dias 12 e 14 de junho, em Santarém, no oeste do Pará. Com recorde de inscrições, salas movimentadas e forte presença de realizadores, estudantes, pesquisadores e comunidades tradicionais, o festival se consolidou como uma das principais vitrines do audiovisual amazônico e premiou produções que abordam temas como identidade, memória, clima, ancestralidade e resistência dos povos da floresta. A cerimônia de encerramento ocorreu neste domingo (14) e reuniu exibições, debates e a entrega dos prêmios às obras que mais se destacaram na programação. O grande vencedor da mostra foi o longa-metragem "O Refúgio", dirigido por Rafael Duarte, que conquistou os troféus de Melhor Longa-Metragem e Melhor Direção de Longa-Metragem. O documentário retrata aspectos históricos da presença negra na região de Cachoeira Porteira, no Pará. Entre os curtas, o destaque ficou para "ECOCIDIO", coprodução entre Argentina e Peru dirigida por Aldana Loiseau. A obra venceu como Melhor Curta-Metragem ao abordar os impactos da crise climática e as desigualdades enfrentadas por populações vulneráveis diante das mudanças ambientais. A produção amazônica também teve espaço de destaque na premiação. O Prêmio Tapajós de Cinema foi entregue ao curta "Fé que Move Rios", dirigido por Viviane Borari, que retrata a mobilização de jovens de diferentes crenças em defesa das águas e da floresta do Tapajós. Agora no g1 Representando a equipe do filme, Sofia Amazonas destacou a importância do reconhecimento para os novos realizadores da região. “Esse prêmio valoriza o esforço de comunicar com responsabilidade, dar visibilidade às nossas realidades e contar histórias que nascem dos nossos territórios. Também incentiva que outras produções continuem sendo realizadas, fortalecendo o audiovisual amazônico”, afirmou. O prêmio de Melhor Filme Paraense foi concedido a "O Regresso à Patú Anú", dirigido por Akha Rubi, obra que mergulha nas encantarias amazônicas e nas tradições culturais da região. Já o prêmio de Melhor Roteiro de Longa-Metragem ficou com "Mundurukuyü: A Floresta das Mulheres Peixe", dirigido por Beka Munduruku, Aldira Akay e Rylcélia Akay. Na categoria curta, o destaque foi "Zezé Moveu Montanhas", de Juliana Uepa. O prêmio de Melhor Direção de Curta-Metragem foi para "A Pele do Ouro", dirigido por Marcela Ulhoa e Yare Perdomo, documentário que aborda os impactos socioambientais da atividade garimpeira. Para a secretária municipal de Cultura de Santarém, Priscila Castro, o festival reafirma a importância de criar espaços dedicados às narrativas produzidas na Amazônia. “Encerramos esta edição com um sentimento muito positivo. O CineAlter cumpre um papel importante ao colocar as narrativas amazônicas no centro do debate cultural e audiovisual. É um espaço de encontro, reflexão e valorização da nossa identidade, ao mesmo tempo em que nos conecta com produções de toda a América Latina”, destacou. Segundo o diretor-geral do festival, Raphael Ribeiro, a quinta edição demonstrou o amadurecimento do evento e o crescimento da produção audiovisual na região. “Foi uma edição marcada pelo aprendizado e pelo fortalecimento do audiovisual amazônico. Tivemos recorde de inscrições, o que mostra que cada vez mais pessoas estão produzindo cinema na Amazônia e encontrando espaços para exibir suas obras”, afirmou. A curadora Viviane Pistache ressaltou que a seleção deste ano evidenciou a diversidade e a potência criativa da produção regional. “Tivemos um volume impressionante de filmes produzidos na Amazônia. O festival apresenta um retrato profundo das realidades vividas em nossos territórios e promove conexões entre diferentes experiências e formas de fazer cinema”, observou. Para a jornalista e crítica de cinema Flavia Guerra, o crescimento do CineAlter acompanha a evolução do próprio cinema amazônico. “O cinema da Amazônia está cada vez mais sofisticado. Os jovens estão filmando mais, se especializando e ampliando suas possibilidades de criação. É fundamental que a Amazônia tenha uma produção audiovisual forte, contínua e descentralizada, capaz de mostrar ao mundo a diversidade dos seus territórios e das pessoas que vivem aqui”, destacou. Ao final da quinta edição, o CineAlter reforçou seu papel como um dos principais espaços de circulação, formação e valorização do cinema produzido na Amazônia e na América Latina, ampliando a visibilidade de histórias que nascem da floresta e dialogam com temas universais. Premiação CineAlter Foto: Gabriel Lobato 5ª edição CineAlter Foto: Gabriel Lobato 5ª edição CineAlter Foto: Gabriel Lobato 5ª edição CineAlter Foto: Gabriel Lobato
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