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Colômbia autoriza operações militares dos EUA contra narcotráfico

13 de Agosto de 2026, 09:31 2 visualizações
Colômbia autoriza operações militares dos EUA contra narcotráfico

A Colômbia autorizou operações militares conjuntas com os Estados Unidos para combater grupos ligados ao narcotráfico, anunciou na quarta-feira 12 o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth. A declaração foi feita durante uma reunião do “Escudo das Américas”, coalizão antidrogas liderada por Washington

 que reúne cerca de 20 países.

Segundo Hegseth, o novo governo colombiano pediu a participação do Pentágono no combate ao que classifica como “narcoterrorismo”. “A Colômbia já solicitou que o Departamento de Guerra se junte à Colômbia em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para destruir os terroristas e as redes de terror”, afirmou, sem definir uma data para o início das ações.

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A mudança na política de segurança do país sul-americano ocorre após a posse do presidente Abelardo de la Espriella, aliado de Donald Trump que substituiu o esquerdista Gustavo Petro e prometeu intensificar o combate a organizações criminosas. O mandatário ultradireitista também rejeitou a continuidade das negociações de paz com grupos armados e defendeu uma ofensiva contra o narcotráfico.

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De la Espriella, que se apresenta como “El Tigre”, declarou ainda que pretende ampliar os ataques aéreos contra guerrilheiros e traficantes e manifestou disposição para receber tropas americanas em território colombiano. O primeiro bombardeio aéreo contra guerrilheiros ordenado pelo novo presidente matou dois rebeldes em uma área próxima da fronteira com a Venezuela, noticiou a agência de notícias AFP na quarta-feira.

Ofensiva dos EUA

A aproximação ocorre em meio à ampliação da ofensiva americana contra o tráfico de drogas na região. Desde setembro do ano passado, forças dos Estados Unidos realizam ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no Oceano Pacífico

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. Pelo menos 215 pessoas morreram nas operações.

A administração do presidente Donald Trump, porém, não apresentou evidências de que todas as embarcações atingidas estivessem envolvidas com o narcotráfico. Especialistas em direito e organizações de direitos humanos questionam a legalidade dos ataques e afirmam que alguns deles podem ter atingido civis que não representavam qualquer ameaça.

Na semana passada, o Departamento de Estado americano anunciou que pretende destinar US$ 1 bilhão à Colômbia para ações na área de segurança.

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A Colômbia é o maior produtor mundial de cocaína, enquanto os Estados Unidos são o principal consumidor. Segundo um levantamento da Fundação Ideas para la Paz com base em dados oficiais de 2025, cerca de 25 mil pessoas integram grupos ilegais que atuam em solo colombiano.

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