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Comissão da Alerj cobra explicações sobre risco de suspensão de serviços por dívida da SuperVia

29 de Julho de 2026, 12:03 5 visualizações
Comissão da Alerj cobra explicações sobre risco de suspensão de serviços por dívida da SuperVia

O presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Dionísio Lins (Progressistas), encaminhou nesta terça-feira, um pedido de informações à permissionária Trens-RJ devido à ameaça de interrupção dos serviços prestados por fornecedores essenciais para o funcionamento dos trens no Rio. O risco ocorre por dívidas contraídas pela SuperVia, antiga concessionária, no valor estimado de R$ 15 milhões. A Supervia encerrou as operações em maio deste ano, após quase três décadas, em razão de uma crise financeira.

Pelos termos do contrato entre o governo do estado e o consórcio Nova Via Mobilidade, que usa Trens-RJ como marca, a permissionária não tem responsabilidade pelos débitos da SuperVia. O documento foi homologado em fevereiro pela 6ª Vara Empresarial. A permissionária passou a assumir o serviço de trens do Rio em 30 de maio, mês em que as dívidas foram contraídas pela ex-concessionária. Lins, então, pediu explicações sobre quais são as atribuições da Trens-RJ e do Palácio Guanabara nesse contexto.

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Também solicitou um planejamento para a quitação da dívida, além de ter questionado a despesas para a manutenção dos serviços — o que inclui desde a frota até os equipamentos. Além disso, o deputado requisitou planos de contingência para situações de emergência e de crise nos trens, de forma a minimizar os impactos nos passageiros em caso de problemas técnicos.

Ele pediu, ainda, que sejam apresentadas propostas para reduzir e impedir assaltos no sistema ferroviário do Rio — nesse caso, uma obrigação do governo estadual. No momento, somente PMs do Grupamento de Policiamento Ferroviário monitoram as estações e plataformas. Um levantamento recente da Trens-RJ apontou que ao menos 14 estações estão em áreas de risco controladas pelo crime organizado. No geral, a malha ferroviária passa por 179 comunidades. Assaltos e arrastões são comuns.

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