Como Brasil, EUA e Bolívia se uniram em operação que apreendeu uma das maiores cargas de cocaína líquida do país
22 de Junho de 2026, 14:11
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Momento em que agentes da Gefron apreendem drogas em Cáceres (MT) Uma rede de cooperação internacional entre Brasil, Estados Unidos e Bolívia foi decisiva para que autoridades identificassem o esquema de tráfico que usava cargas de madeira para esconder cocaína líquida. A troca de informações levou ao monitoramento de caminhões na fronteira e à apreensão de oito veículos carregados do produto Cáceres (MT) e Corumbá (MS), nesse domingo (21). A ação reuniu agentes da Receita Federal em conjunto com a Polícia Federal e o Exército Brasileiro, com apoio das autoridades norte-americanas e a Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN). A Receita informou que essa pode ser a maior apreensão de cocaína da história do Brasil e a segunda maior já registrada no mundo. A atuação conjunta, segundo o Governo Federal, foi possível porque a operação ocorreu em uma Área de Controle Integrado (ACI), os países compartilham procedimentos de fiscalização na fronteira e ambas têm autorização para atuarem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp No X (antigo Twitter), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, escreveu que a ação é resultado da Operação Timber Shield. "A Operação mostra a importância da integração entre inteligência, fiscalização aduaneira, investigação criminal e cooperação internacional", afirmou o ministro. As Áreas de Controle Integrado foram criadas para integrar procedimentos aduaneiros, migratórios, sanitários e de transporte entre países do Mercosul, permitindo ações simultâneas e coordenadas para reforçar a fiscalização nas fronteiras. Apesar da cooperação internacional, as cargas permaneceram durante toda a operação em território brasileiro, sob controle das autoridades nacionais, e foram encaminhadas para perícia. A apreensão Agentes perfuram madeira para coletar amostras para testes Receita Federal Ao todo, oito caminhões foram interceptados: quatro em Corumbá (MS) e quatro em Cáceres (MT). Exames preliminares confirmaram a presença de cocaína na carga de madeira, no entanto, a perícia ainda está realizando outras análises para confirmar a quantidade da droga. Com base em apreensões semelhantes, os investigadores estimam que entre 10% e 20% do peso da madeira corresponda à cocaína. Se a projeção se confirmar, a carga poderá conter entre 20 e 50 toneladas da droga, quantidade que só será confirmada após a extração do entorpecente do material apreendido. Vídeos e fotos enviados à TV Centro América mostram o momento da apreensão. As imagens mostram agentes utilizando um cão farejador para identificar a presença da droga e, em seguida, perfurando a madeira para coletar amostras que foram submetidas a testes preliminares (assista acima). Apreensão no Chile No último dia 6, a Aduana do Chile apreendeu 100 toneladas de cocaína vindas da Bolívia no mesmo esquema detectado neste domingo pela aduana brasileira — com cocaína líquida misturada na madeira. Essa foi a maior apreensão já vista. Informações compartilhadas pelos EUA apontam que as duas apreensões, no Chile e no Brasil, estão relacionadas entre si e têm origem no mesmo local de produção na Bolívia. Agentes perfuram madeira para coletar amostras para testes Gefron
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