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Como chefe do tráfico do Morro Dona Marta fugiu de operação da Polícia Civil contra CV

24 de Junho de 2026, 11:54 0 visualizações
Como chefe do tráfico do Morro Dona Marta fugiu de operação da Polícia Civil contra CV

Francisco Rafael Dias da Silva, apontado como chefe do tráfico do Dona Marta, em Botafogo, conseguiu fugir por uma mata próxima ao mirante do morro durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro na terça-feira 23. Conhecido como Mexicano, ele tem um mandado de prisão em aberto pela investigação contra o Comando Vermelho (CV) e ainda está foragido. Diligências indicaram que Silva está no comando do tráfico na comunidade desde 2008, quando passou a ampliar o poder bélico da facção na região.

A ação desta terça foi de 22 meses de investigações da DRE-CAP, que identificaram a “liderança responsável pela administração das atividades criminosas desenvolvidas no Morro Dona Marta, incluindo a coordenação da logística do tráfico de drogas, a distribuição de funções entre integrantes da facção e a manutenção do domínio territorial armado na localidade”.

“A operação deflagrada nesta data tem como objetivo promover a responsabilização criminal dos investigados, além de enfraquecer a estrutura financeira e operacional da organização criminosa”, disse a Polícia Civil em comunicado. “As diligências têm como objetivo localizar criminosos, apreender armas, drogas e outros materiais relacionados à atividade ilícita, além de reunir novos elementos que contribuam para o avanço das investigações.”

+ Passageiro é baleado em ônibus durante operação contra CV no Morro Dona Marta, no Rio

Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) também foram mobilizados. A ofensiva faz parte da Operação Contenção, que busca conter o avanço territorial do Comando Vermelho através da desarticulação da estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa. Mais de 360 criminosos foram capturados e outros 137 foram mortos em confrontos no âmbito da força-tarefa.

Parte das escolas em Botafogo, na Zona Sul do Rio, interrompeu as atividades na terça. Um passageiro foi baleado em um ônibus que trafegava na rua São Clemente durante a operação. Em nota a VEJA, o Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus da cidade, repudiou “a rotina de extrema violência e insegurança” e afirmou que “casos como esse comprometem diretamente a vida e a segurança de passageiros e rodoviários”, acrescentando: “O transporte público precisa ser um ambiente seguro”.

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