Como contadores usavam o rosto de 'laranja' para desviar milhões em impostos
26 de Junho de 2026, 10:49
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Esquema de fraudes no agro é investigado; contador do grupo está foragido Contadores suspeitos de integrar um esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 55 milhões aos cofres públicos pagavam cerca de R$ 2 mil mensais para usar o nome de terceiros como “laranjas”, segundo investigações da Polícia Civil. Eles supostamente usavam o reconhecimento facial dessas pesoas para autorizar transferências milionárias. De acordo com a apuração, os suspeitos dependiam da biometria dos laranjas para movimentar contas bancárias usadas nas fraudes, e validar pagamentos e transferências de alto valor. O contador Paulo César Maciel dos Santos é apontado como chefe do grupo. Ele supostamente lidava diretamente com os laranjas e contava com a ajuda de Ítalo Paz Koche, indicado como gerente geral do escritório de contabilidade. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Paulo César é considerado foragido. Ítalo Paz foi alvo de mandado de busca e apreensão na terça-feira (23). O g1 não conseguiu contato com a defesa deles até a última atualização desta reportagem. Os investigadores apontam que os laranjas recebiam cerca de R$ 2 mil por mês para “emprestar” o nome e figurar como sócios de empresas utilizadas no esquema. Essas pessoas eram incluídas formalmente nos contratos sociais, mas não tinham controle sobre as operações financeiras. A investigação indica que o grupo utilizava essas empresas para simular negociações milionárias no setor do agronegócio. Com notas fiscais consideradas falsas, os envolvidos geravam créditos fictícios de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que eram usados para reduzir tributos devidos por terceiros. LEIA TAMBÉM Grupo que simulava negociações milionárias no agronegócio pode ter causado prejuízo de R$ 55 milhões no Tocantins Contador é alvo de operação que apura desvio R$ 55 milhões aos cofres públicos PC diz que foragido por fraude de R$ 55 milhões no agro fez procedimento estético e divulga cartaz de procurado Ítalo Paz Koche e Paulo César Maciel Reprodução/Instagram Ítalo Paz/Divulgação/SSP Operação El Dourado A Polícia Civil investiga um esquema que usa empresas de fachada para simular negociações milionárias no setor do agronegócio, gerando créditos fraudulentos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo a polícia, o grupo era composto por empresas de fachada. No esquema, os integrantes simulavam negociações com grãos como soja e milho por meio de notas fiscais falsas para gerar créditos de ICMS. Em apenas seis meses, uma das principais empresas declarou uma movimentação superior a R$ 464 milhões, mas recolheu apenas cerca de R$ 39 mil em tributos. No dia 24 de março de 2026, a polícia cumpriu um mandado de prisão preventiva em Unaí (MG), contra o principal responsável pelo esquema. Outro mandado de prisão preventiva foi expedido contra Paulo César, mas ele não foi localizado e é considerado foragido. Segundo a polícia, as empresas operavam com estruturas que não eram declaradas. Ex-funcionárias disseram em depoimentos que eram contratadas para manter o local aberto para dar aparência de legalidade. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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