Condição de saúde faz algumas pessoas verem cores durante o orgasmo
Quem já experimentou um orgasmo intenso sabe muito bem como esse fenômeno provoca sensações extraordinárias e quase transcendentais. Segundo um estudo do livro Sinestesia: Perspectivas da Neurociência Cognitiva, cerca de 1,2% das pessoas com sinestesia podem, inclusive, ver cores vivas enquanto estão no ápice do prazer — um evento neurológico conhecido por misturar sensações.
De forma geral, a condição mistura os cinco sentidos do corpo humano: visão, audição, olfato, paladar e tato. Para algumas pessoas, por exemplo, letras têm cores e sons têm sabores. No caso da sinestesia sexual, a excitação e a experiência emocional do sexo fazem com que alguns indivíduos vejam flashes coloridos de forma abstrata.
Por que acontece no sexo?
Em entrevista a um portal internacional, a pesquisadora sexual Nicole Prause revelou que a explicação para isso está no que acontece no cérebro antes de um orgasmo, que produz uma atividade de ondas cerebrais parecidas com as da meditação. Assim, a filtragem sensorial torna-se mais leve e o cérebro suprime menos sinais visuais, o que possibilita esse tipo de experiência para algumas pessoas.
Devido ao fato de muitas delas sequer reconhecerem que são sinestesistas, a condição é pouquíssimo documentada — principalmente no âmbito sexual. “Na maioria das vezes, os sinestesistas sexuais só tomam conhecimento de sua condição depois de lerem sobre ela”, afirmou a neuropsicóloga Cathy Lebeau, em entrevista a outro portal.

Entre os relatos, uma mulher contou que enxerga “verde-mar, amarelo brilhante, preto e vermelho, rosa-choque ou branco”, algo que se assemelha à visão do céu iluminado ou de uma aurora boreal por meio de um óculos escuros.
Outros achados da pesquisa
Segundo Lebeau, os participantes declararam que a conexão emocional influencia na experiência, e que a confiança e a intimidade aumentam a probabilidade do evento acontecer. Além disso, parte dos entrevistados disseram considerar a presença da respostas visual como um fator decisivo para o relacionamento.
Por não se tratar de uma doença ou disfunção, a sinestesia não pode ser adquirida ao longo da vida e dispensa intervenções médicas ou exames clínicos de diagnóstico.




