Conheça Tsunami, cãozinho socorrista símbolo resiliência na Venezuela
As buscas por feridos e vítimas dos terremoto que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24/6) contou com a participação de um cão resgatista que já auxiliou no salvamento de 12 pessoas. Tsunami, um border collie, se tornou um símbolo nacional em meio ao desastre que já deixou ao menos 920 mortos e 3.360 feridos.
O cachorro de 9 anos integra as Equipes Caninas de Intervenção de Desastres (Ksar-Ecid, da sigla em espanhol) e tem atuado ativamente das buscas na região de La Guaira, um dos locais mais afetados pelos desabamentos.
Tsunami foi resgatado ainda filhote em situação de maus-tratos pela Associação Pró-defesa dos Animais (APROA), em 2017. Segundo a ONG, Tsunami estava desnutrido e, ao notarem a inteligência do animal, contataram o resgatista Jorge Beens, que integrou o cachorro à equipe.
Aos 9 anos, Tsunami já participou de missões na Síria e na Turquia em 2023, além de ter sido crucial em buscas depois de deslizamentos nas regiões de Las Tejerias e El Castaño.
“Hoje, Tsunami não é apenas um cão de resgate; ele é um símbolo de resiliência. Ele tem trabalhado lado a lado com Jorge e os demais voluntários em nosso país por 24 horas. A cada movimento ágil entre as ruínas e a cada latido que rompe o silêncio do desastre, este cão corajoso demonstra que a verdadeira grandeza não conhece raça”, diz a APROA.
Ver essa foto no Instagram
Venezuela entra em 3º dia de buscas com rede colapsada
Neste sábado (27/6), Venezuela entrou no terceiro dia de buscas com apoio internacional e a estimativa é de que ao menos 50 mil pessoas estejam desaparecidas, segundo levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU).
O Brasil enviou três aviões ao país. Um deles contém a estrutura de um hospital de campanha da Marinha. Profissionais de saúde, remédios e insumos médicos, além de purificadores de água, estarão na carga, que se somam aos 44 profissionais especializados em resgates, seis cães farejadores e cerca de 12 toneladas de materiais de apoio utilizados em missões de emergência deslocados pelo governo brasileiro para os resgates.
Além do Brasil, diversos países estão enviando apoio à Venezuela. A Colômbia mandou um grupo de elite de busca e resgate; o Chile enviou uma unidade especializada do corpo de bombeiros chileno; El Salvador, 300 socorristas e paramédicos; o México, dois aviões da Força Aérea do país; o Peru, uma equipe de resgate; e os Estados Unidos afirmaram que vão fornecer US$ 150 milhões em ajuda. Na Europa, Holanda, Espanha, Itália e França também estão mandando socorristas e ajuda humanitária.
O colapso do sistema de saúde no estado de La Guaira, a região mais afetada pelos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, provocou a transferência em massa de centenas de feridos para a capital, Caracas. A chegada contínua de pacientes nas últimas horas sobrecarregou a rede hospitalar da cidade, gerando um cenário de extrema pressão e mobilização.
Em entrevista ao jornal El Nacional, Rodolfo Salcedo, médico residente em Clínica Médica no Hospital Pérez Carreño, relatou que as equipes de saúde têm trabalhado de forma ininterrupta e ao limite das forças. Segundo o profissional, os pacientes vindos das zonas de desastre estão sendo acolhidos por médicos, enfermeiros e auxiliares “com todos os recursos disponíveis”.



