Copa em meio a acordo: EUA recebem seleção do Irã com forte esquema de segurança
Momentos antes do anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã na noite de domingo 14, a seleção de futebol iraniana desembarcou em Los Angeles cercada por forte esquema de segurança e sob protestos de opositores do regime dos aiatolás. A equipe estreia na Copa do Mundo contra a Nova Zelândia nesta segunda-feira, 15, em uma partida que acontece no SoFi Stadium.
A delegação veio de Tijuana, no México, onde estava treinando após enfrentar dificuldades relacionadas à emissão de vistos americanos e outras restrições impostas por Washington.
Ao chegarem no hotel da seleção, em Manhattan Beach, os jogadores foram recebidos por manifestantes com bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, além de símbolos associados aos defensores da restauração da monarquia liderada por Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã. A expectativa é de que novos protestos ocorram antes e durante o jogo desta segunda-feira.
Caso as duas equipes terminem a primeira fase na segunda colocação de seus respectivos grupos, poderão se enfrentar já na etapa seguinte do torneio.
Restrições impostas
A seleção do Irã terá uma rotina incomum durante a Copa do Mundo de 2026. Inicialmente, a delegação iraniana planejava instalar sua base de treinamento em Tucson, no estado do Arizona, mas transferiu sua concentração para Tijuana. A mudança se deu porque a equipe só pode entrar em território americano na véspera das partidas e deve deixar o país logo após o apito final, devido às restrições impostas pelos Estados Unidos em meio ao conflito entre os dois países.
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Durante a primeira fase da Copa, os iranianos disputarão partidas em Los Angeles e Seattle. Os deslocamentos entre o México e os Estados Unidos poderão ser realizados por via terrestre ou em voos particulares, de acordo com as orientações da Fifa.
Além das limitações de circulação, a equipe iraniana ainda enfrenta dificuldades burocráticas. Ao todo, 11 integrantes da delegação tiveram os vistos negados.
Neste domingo, a principal autoridade da Casa Branca para a organização da Copa do Mundo, Andrew Giuliani, afirmou que a autorização para a entrada da delegação iraniana representa um “gesto de boa vontade”.