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Copom cita geopolítica, juros dos EUA e emprego ao reforçar cautela com a Selic

11 de Agosto de 2026, 08:07 12 visualizações
Copom cita geopolítica, juros dos EUA e emprego ao reforçar cautela com a Selic

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) afirmou em ata publicada nesta terça-feira, 11, que fatores como, o aumento das incertezas geopolíticas, a baixa taxa de desemprego, a incerteza da condução de política monetária americana, combinados com o arrefecimento da demanda agregada, exigem cautela na condução da política monetária brasileira.

Na última quarta-feira, 5, o Copom reduziu a taxa de juros em 0,25 ponto percentual. Com isso, a Selic foi de 14,25% para 14% ao ano. No documento desta terça-feira, o Comitê afirma que ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas, como nos Estados Unidos.

“Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, afirma a ata.

Cenário interno ainda tem sinais mistos

O Comitê aponta que as expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 5,0% e 4,2%, respectivamente. Já as projeções do BC para a inflação acumulada em quatro trimestres para 2026, 2027, e para o primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante de política monetária, são, respectivamente, 5,1%, 3,8%, e 3,2%.

A ata explica que a atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação. Segundo o Copom,  indicadores correntes apontam para desaceleração na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026, disseminada entre os componentes de oferta e demanda do produto agregado.

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“O Comitê relembra que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta”, diz a ata.

Por outro lado, o Copom reforça que a taxa de desemprego mantém-se em patamares historicamente baixos, enquanto o crescimento da taxa de ocupação vem apresentando desaceleração.

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Os rendimentos médios desaceleraram na margem, mesmo em termos nominais, mas ainda crescem em termos reais a uma taxa superior à da produtividade do trabalho. Além disso o Comitê afirma que uma política fiscal mais sólida melhoraria as expectativas de inflação, o que não tem sido feito pelo atual governo e poderia impulsionar o corte de juros.

“O Comitê reafirma a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”, explica o documento.

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Diante desses fatores, o Comitê afirma que cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancorarem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária.

“O Comitê seguirá incorporando novas informações e acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, conclui a Ata.

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Em suma, o Banco Central reconhece que parte da atividade econômica tem desacelerado. No entanto, o Comitê afirma que terá cautela na condução dos juros diante do cenário externo de guerra e possibilidade de alta de juros nos EUA. Além disso, fatores internos como a questão fiscal e o mercado de trabalho ainda aquecido, podem reduzir o apetite ao corte de juros no próxima reunião.

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