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Crise no Mar Vermelho se agrava e navios retornam após novas ameaças dos Houthis

21 de Julho de 2026, 17:46 7 visualizações
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Pelo menos quatro petroleiros carregados com petróleo saudita interromperam a viagem e mudaram de rota após ameaças feitas pelos rebeldes Houthis, do Iêmen.

O grupo anunciou que passará a atacar embarcações que tenham operado em portos da Arábia Saudita e tentem atravessar o estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden.

Segundo o Financial Times, os Houthis transmitiram avisos por rádio a navios que navegavam na região e também enviaram comunicados a empresas de transporte marítimo.

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A mensagem afirma que embarcações que atracarem em portos sauditas poderão ser alvo de ataques “em qualquer local dentro do alcance operacional das Forças Armadas do Iêmen”, nome usado pelo grupo para se referir às suas forças militares.

A nova ameaça aumenta o risco de uma retomada dos ataques no Mar Vermelho, uma das principais rotas do comércio internacional e do transporte de petróleo.

Porto de Yanbu ganha importância

O bloqueio anunciado pelos Houthis atinge um ponto sensível da infraestrutura energética saudita.

Desde abril, a Arábia Saudita passou a concentrar grande parte de suas exportações de petróleo no porto de Yanbu, no Mar Vermelho. A mudança ocorreu depois que o estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, teve sua navegação fortemente afetada pela escalada das tensões envolvendo o Irã.

O petróleo chega a Yanbu por meio de um oleoduto que cruza o país de leste a oeste. Segundo dados da consultoria Kpler citados pelo Financial Times, o terminal embarca cerca de 4,9 milhões de barris de petróleo por dia.

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Três dos navios que alteraram a rota haviam carregado petróleo em Yanbu. Um quarto petroleiro, que seguiria para o porto nos próximos dias, também iniciou uma mudança de direção antes de alcançar Bab el-Mandeb.

Nova pressão sobre o mercado

As ameaças ocorrem em um momento de forte instabilidade no Oriente Médio.

O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã entrou em colapso na semana passada, aumentando as restrições à navegação no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.

Com a pressão simultânea sobre Ormuz e Bab el-Mandeb, duas das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo, o mercado voltou a temer interrupções no abastecimento global.

O preço do barril do petróleo Brent voltou a superar os US$ 80, refletindo o aumento da percepção de risco entre investidores.

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Escalada entre Houthis e Arábia Saudita

A tensão entre os Houthis e a Arábia Saudita também aumentou nas últimas semanas por causa do aeroporto de Sanaã, controlado pelos rebeldes.

O grupo acusou Riad de tentar impedir o pouso de uma aeronave iraniana que transportava autoridades Houthis e iemenitas feridos. Dias depois, outro avião que retornava do Irã foi obrigado a pousar no porto de Hodeida após um ataque atribuído a forças alinhadas ao governo iemenita apoiado pelos sauditas.

Depois do anúncio do bloqueio marítimo, o governo saudita afirmou que adotará “todas as medidas necessárias” para proteger seus navios, em conformidade com o direito internacional e com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

A nova escalada amplia as preocupações do mercado sobre a segurança das cadeias globais de energia e mantém o Oriente Médio no centro das atenções dos investidores.

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