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Crises na pré-campanha de Flávio atrasam articulações do PL nos estados

30 de Junho de 2026, 15:24 0 visualizações
Crises na pré-campanha de Flávio atrasam articulações do PL nos estados

As crises enfrentadas pela pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro à Presidência têm atrasado as negociações para a montagem dos palanques estaduais do PL. Dirigentes da legenda reconhecem que o senador e seu núcleo mais próximo passaram as últimas semanas concentrados em administrar desgastes, enquanto decisões sobre candidaturas, alianças e composições regionais continuam pendentes.

O Rio de Janeiro é um dos exemplos. O PL está em compasso de espera pela definição sobre quem ocupará o espaço deixado pelo ex-governador Cláudio Castro na disputa ao Senado. O senador Carlos Portinho e os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy aparecem entre os nomes avaliados, mas o partido ainda aguarda a palavra final do clã Bolsonaro. Há expectativa de que o candidato seja definido nesta sexta-feira, 3, quando Flávio estará em solo carioca para participar de um evento do partido.

O primeiro abalo na pré-campanha do senador veio com a revelação das negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Áudios e mensagens divulgados pela imprensa mostraram Flávio cobrando a liberação de recursos para a produção. Ele nega irregularidades e alega que buscava um patrocínio privado, sem oferecer qualquer contrapartida ao então dono do Banco Master.

Quando a campanha tentava virar a página do episódio, veio a público o atrito com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que poderia ser um importante cabo eleitoral para reduzir resistências junto ao eleitorado feminino e ampliar a vantagem no segmento evangélico. A ex-primeira-dama disse que foi maltratada e humilhada pelo enteado, expondo uma disputa familiar que também tem consequências eleitorais. Flávio pediu desculpas e, depois, afirmou considerar o desentendimento uma “página virada”.

Integrantes do PL admitem que as duas crises consumiram tempo e energia que poderiam estar sendo dedicados à estruturação da campanha nos estados. Emissário do pai, que está em prisão domiciliar, Flávio precisa arbitrar disputas internas, definir candidaturas ao Senado e fechar alianças capazes de garantir palanques competitivos pelo país. Cada novo desgaste, porém, adia conversas e deixa dirigentes locais sem saber como se movimentar.

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