De olho na Copa do Mundo 2030, SBT defende força da TV aberta
Com os bons resultados que a Copa do Mundo 2026 vem proporcionando ao SBT, a emissora está focada na briga com Globo e CazéTV, que também têm direitos de transmissão do torneio — mas está de olho no Mundial de 2030. Em entrevista a VEJA, o diretor artístico e de programação da emissora de Silvio Santos, Murilo Fraga, falou sobre a parceria com a N Sports para exibir a Copa, de Galvão Bueno e das expectativas para a próxima edição do maior evento esportivo do mundo.
Confira a entrevista:
Essa é a primeira Copa em que o Grupo Globo não exibe todos os jogos. Como SBT e N Sports encaram a competição por audiência neste mundial contra Globo na TV aberta e CazéTV no streaming? A concorrência comercial é sempre positiva para o mercado, contudo a Copa de 2026 mostra mais uma vez a força da TV aberta e como ela é necessária à população brasileira. Somos uma concessão pública, do público: temos uma responsabilidade permanente e deveres com a sociedade que vão além dos interesses comerciais. Sobre a parceria estratégica com a N Sports, estamos muito satisfeitos com os resultados e com a receptividade que nossa cobertura tem alcançado. Reunimos um time de grandes profissionais, com diferentes perfis e experiências, capazes de oferecer informação, análise e entretenimento ao telespectador. Acreditamos que essa combinação, aliada à força das nossas plataformas e da programação dedicada ao torneio, tem contribuído para o interesse do público pela nossa cobertura.
SBT e N Sports têm como grande trunfo Galvão Bueno nas transmissões mais importantes do torneio. Como a emissora analisa os resultados dessas primeiras semanas? Ter Galvão Bueno no time é uma honra para a emissora, é histórico. Naturalmente, a presença dele nas partidas do Brasil agrega valor à transmissão, mas o desempenho alcançado em toda a cobertura é resultado de um trabalho coletivo, que envolve dezenas de colaboradores. O balanço dessas primeiras semanas é bastante positivo. A ótima audiência e o engajamento nas redes sociais refletem um trabalho que vai muito além das transmissões dos jogos e tem visão estratégica multiplataforma. Desenvolvemos uma cobertura ampla e integrada, com programas especialmente criados para a competição, como “Torcida SBT”, “Vem pro Jogo” e “Balanço da Copa”, além de diversas atrações da emissora que incorporaram o tema em suas pautas e conteúdos. Isso faz com que a Copa esteja presente ao longo de toda a programação, fortalecendo a conexão com o público.

Os direitos da transmissão da Copa de 2030 seguem em aberto depois da renegociação com a FIFA. O que podem adiantar sobre os planos do consórcio SBT e N Sports para o próximo Mundial? Há expectativa de negociação? E negociação de mais do que 32 partidas? As conversas sobre os direitos da Copa do Mundo de 2030 ainda estão em estágio inicial. Por respeito às negociações em andamento, não temos comentários a fazer neste momento. Estamos concentrados na entrega da atual cobertura e acompanhando com atenção as oportunidades futuras, mas qualquer manifestação sobre eventuais negociações seria prematura neste momento.
A respeito dos dados inconsistentes do Ibope de aferição de audiência na TV aberta — diferença entre dados real-time e consolidado — durante os jogos do Brasil que também são exibidos pela Globo, o SBT tomará alguma medida contra a empresa? O SBT mantém conversas com o Ibope e avalia o assunto internamente.