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Defesa de Luigi Mangione usa tese de ‘perturbação emocional’ em julgamento por morte de CEO

17 de Junho de 2026, 16:23 0 visualizações
Defesa de Luigi Mangione usa tese de ‘perturbação emocional’ em julgamento por morte de CEO

A defesa de Luigi Mangione, acusado de matar a tiros Brian Thompson, CEO de uma das maiores seguradoras de saúde dos Estados Unidos, a UnitedHealthcare, pretende sustentar no julgamento que o réu estava sob um estado de “extrema perturbação emocional” quando cometeu o crime. A informação foi revelada nesta quarta-feira, 17, durante audiência em Manhattan.

Mangione, de 27 anos, responde por acusações relacionadas ao assassinato de Thompson, executado em dezembro de 2024 diante de um hotel em Midtown Manhattan, onde o CEO participaria de uma conferência para investidores. O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de imagens do crime e uma intensa busca policial que terminou com a prisão do suspeito na Pensilvânia.

Pela legislação do estado de Nova York, acusados de homicídio podem alegar que estavam em estado de extrema perturbação emocional no momento do crime. Se a tese for aceita pelos jurados, a acusação pode ser reclassificada de homicídio doloso para homicídio culposo, reduzindo significativamente a pena prevista.

Mangione se declarou inocente, em dezembro de 2024, das acusações apresentadas pela Promotoria de Manhattan no processo estadual, que inclui homicídio, porte ilegal de arma e outros crimes relacionados ao assassinato de Thompson. O julgamento está previsto para começar em setembro.

Paralelamente, o acusado responde a uma ação federal baseada em acusações de homicídio, porte de armas e perseguição. Em abril de 2025, ele também se declarou inocente nesse processo, que corre separadamente na Justiça dos Estados Unidos.

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A juíza federal Margaret Garnett negou, em janeiro, um pedido da defesa para adiar o julgamento federal para 2027. Os advogados alegaram que a preparação simultânea para os dois processos comprometeria o direito do réu a uma defesa adequada. A magistrada, no entanto, manteve o cronograma atual.

Em janeiro, Garnett também tomou outra decisão importante ao rejeitar a possibilidade de aplicação da pena de morte no caso federal, defendida pelo governo do presidente Donald Trump. Com isso, Mangione deixou de correr o risco de execução, mas ainda poderá ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional caso seja considerado culpado.

O assassinato, que desencadeou uma ampla operação policial, também alimentou debates sobre o sistema de saúde americano. Embora o crime tenha sido amplamente condenado por autoridades, o caso incentivou debates sobre os altos custos da assistência médica. Mangione passou a receber apoio de parte da opinião pública, que transformou o acusado em uma espécie de símbolo da insatisfação com as seguradoras de saúde.

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