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Desembargador que governa o Rio escala força-tarefa para auditar secretarias e autarquias

19 de Junho de 2026, 18:15 0 visualizações
Desembargador que governa o Rio escala força-tarefa para auditar secretarias e autarquias

O desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro, deu mais um passo na ofensiva para revisar a máquina estadual e publicou as regras para uma ampla auditoria em secretarias, autarquias, fundações e empresas públicas. A iniciativa será conduzida por uma força-tarefa formada por técnicos cedidos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e pelo Tribunal de Contas do Município (TCM-RJ).

A regulamentação foi publicada nesta semana pela Secretaria da Casa Civil, que vai coordenar o trabalho, e prevê uma varredura em contratos, licitações, despesas e programas governamentais executados em 2025 e 2026. O objetivo oficial é identificar riscos, falhas de gestão e oportunidades de economia, além de propor medidas para fortalecer a governança, a transparência e os controles internos. O prazo inicial para conclusão é de 120 dias, com possibilidade de prorrogação.

A equipe vai analisar a execução orçamentária do estado e também examinará, por amostragem e com base em critérios de risco, contratos considerados relevantes, licitações sem cobertura orçamentária e processos de dispensa ou inexigibilidade de licitação — modalidades tradicionalmente vistas por órgãos de controle como mais suscetíveis a irregularidades e corrupção.

A medida amplia o processo de revisão administrativa iniciado por Couto desde que assumiu interinamente o governo, em março. O desembargador já promoveu cortes em cargos comissionados, reduziu estruturas administrativas e tem repetido, em encontros reservados e declarações públicas, que pretende deixar o estado com as contas em ordem ao fim do mandato-tampão.

A expectativa é que a auditoria ofereça um raio-x dos contratos firmados durante os últimos anos da gestão de Cláudio Castro (PL). Integrantes do governo afirmam que o levantamento servirá para identificar gastos considerados excessivos, contratos problemáticos e possíveis fragilidades nos mecanismos de controle da administração estadual.

O resultado da auditoria poderá servir de base para recomendações administrativas, revisões de contratos e eventual encaminhamento de informações a órgãos de controle e investigação.

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