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Diretor de série com Bruna Marquezine e Keanu Reeves é condenado a 30 meses de prisão

30 de Junho de 2026, 14:22 0 visualizações
Diretor de série com Bruna Marquezine e Keanu Reeves é condenado a 30 meses de prisão
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O diretor americano Carl Rinsch, conhecido por comandar o filme 47 Ronins (2013), estrelado por Keanu Reeves, foi condenado a 30 meses de prisão federal por fraude contra a Netflix. A sentença, proferida por um tribunal em Manhattan, ficou bem abaixo dos cinco anos pedidos pela promotoria e das diretrizes que previam até 11 anos de cadeia, após o juiz Jed Rakoff levar em conta relatos sobre os problemas de saúde mental do cineasta.

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Em dezembro do ano passado, um júri considerou Rinsch culpado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Segundo a acusação, ele desviou cerca de 11 milhões de dólares que haviam sido destinados pela Netflix à produção da série de ficção científica White Horse, também chamada de Conquest, que tinha Reeves e Bruna Marquezine no elenco — algumas cenas da produção chegaram a ser rodadas em São Paulo em 2019. Em vez de concluir o projeto, o diretor investiu parte dos recursos em criptomoedas e gastou milhões de dólares em artigos de luxo, incluindo uma coleção de carros de alto padrão.

Ao anunciar a pena, Rakoff afirmou que não identificou sinais evidentes de psicose durante o julgamento, mas considerou que algumas decisões tomadas por Rinsch extrapolavam a motivação financeira. Entre elas, destacou a compra de cinco veículos Rolls-Royce registrados em nome de terceiros, comportamento que, segundo o magistrado, sugeria um estado mental “maníaco” mais do que mera ganância.

A avaliação foi reforçada por cartas enviadas ao tribunal por pessoas próximas ao diretor. Uma delas foi assinada por Keanu Reeves, que trabalhou com Rinsch em 47 Ronins e afirmou ter participado, em 2019, de uma tentativa de convencê-lo a aceitar tratamento psiquiátrico. Segundo o ator, o diretor recusou a intervenção na época, mas sua saúde mental teria sido comprometida pelo uso inadequado de medicamentos e outros fatores, prejudicando seus relacionamentos, sua carreira e a capacidade de concluir a série produzida para a Netflix.

Durante a audiência, Rinsch reconheceu sua responsabilidade. “Cometi um erro”, disse ao juiz, afirmando que o processo o obrigou a confrontar questões pessoais que nunca havia compreendido plenamente. Seu advogado sustentou que o diretor concluiu recentemente um tratamento de saúde mental e hoje demonstra maior clareza sobre os acontecimentos.

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Além da prisão, Rinsch foi condenado a restituir aproximadamente 11 milhões de dólares à Netflix, participar de tratamento ambulatorial para saúde mental e permanecer afastado de narcóticos e drogas semelhantes. O juiz também determinou que ele se apresente às autoridades para iniciar o cumprimento da pena em 1º de setembro.

Na decisão, Rakoff reconheceu que dificilmente a plataforma conseguirá recuperar integralmente o dinheiro desviado e encerrou a audiência com uma observação bem-humorada sobre os investimentos feitos pelo cineasta. “Não recomendo que ele continue investindo em criptomoedas. É apenas um mercado de apostas”, afirmou. Apesar da condenação, o magistrado disse acreditar que Rinsch ainda poderá reconstruir sua carreira após cumprir a pena, destacando que o diretor “é uma pessoa muito talentosa”, mas que escolheu cometer o crime e esconder suas ações por anos.

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