Dívida bruta sobe para 81,1% do PIB e déficit primário chega a R$ 56,1 bilhões
O setor público consolidado registrou déficit primário de 56,1 bilhões de reais em maio, informou o Banco Central nesta terça-feira, 30. O resultado representa piora em relação ao déficit de 33,7 bilhões de reais registrado no mesmo mês de 2025.
O desempenho foi puxado principalmente pelo Governo Central, que respondeu por um déficit de 55,2 bilhões de reais. Os governos regionais tiveram saldo negativo de 1,2 bilhão de reais, enquanto as empresas estatais registraram superávit de 300 milhões de reais. Nos últimos 12 meses, o déficit primário acumulado alcançou 149 bilhões de reais, o equivalente a 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB).
Os gastos com juros também continuaram pressionando as contas públicas. Em maio, os juros nominais somaram 107,5 bilhões de reais, acima dos 92,1 bilhões de reais registrados no mesmo mês do ano passado. No acumulado de 12 meses, a despesa chegou a 1,111 trilhão de reais, o equivalente a 8,48% do PIB.
Com isso, o déficit nominal, que inclui o resultado primário e o pagamento de juros, atingiu 163,7 bilhões de reais em maio. Em 12 meses, o rombo nominal permaneceu em 1,26 trilhão de reais, ou 9,62% do PIB.
A dívida bruta do governo geral subiu para 81,1% do PIB, o equivalente a 10,6 trilhões de reais, um avanço de 0,9 ponto percentual em relação a abril. Segundo o Banco Central, a alta foi explicada principalmente pela incorporação dos juros nominais, pelas emissões líquidas de dívida e pela desvalorização cambial observada no mês.
Já a dívida líquida do setor público alcançou 67,9% do PIB, ou 8,9 trilhões de reais, também acima do nível registrado no mês anterior. O avanço refletiu, sobretudo, os efeitos dos juros, do déficit primário e da variação cambial.