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‘Domínio nas Américas não será contestado’: governo Trump resgata Doutrina Monroe outra vez

11 de Agosto de 2026, 15:29 9 visualizações
‘Domínio nas Américas não será contestado’: governo Trump resgata Doutrina Monroe outra vez

O governo de Donald Trump resgatou a Doutrina Monroe como princípio para justificar a atuação dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental. Em vídeo publicado nesta terça-feira, 11, o Departamento de Estado afirmou que o “domínio americano” nas Américas “nunca mais será questionado”.

Com mais de cinco minutos, a gravação publicada no X (ex-Twitter) revisita a política formulada em 1823 pelo então presidente James Monroe, segundo a qual novas tentativas de colonização ou interferência de potências europeias no continente seriam consideradas uma ameaça aos Estados Unidos. Ao longo dos dois séculos seguintes, o princípio passou a ser usado como justificativa para diferentes iniciativas de Washington na região.

A publicação cita episódios históricos em que a doutrina serviu de referência para a política externa americana, entre eles a crise dos mísseis de Cuba, em 1962, quando a União Soviética instalou armamentos nucleares na ilha, e a atuação do governo de Ronald Reagan contra grupos apoiados por Moscou na América Latina.

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Ao chegar ao governo Trump, o vídeo estabelece uma ligação direta entre a tradição da Doutrina Monroe e a atual política de segurança dos Estados Unidos. Entre os exemplos apresentados está a chamada Operação Absolute Resolve, realizada em janeiro deste ano e que terminou com a captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro. Outra medida, a Operação Lança do Sul, foi oficializada para intensificar o combate ao narcotráfico no Hemisfério Ocidental, com ataques navais no Caribe e Pacífico contra embarcações suspeitas de tráfico ilícito denunciadas como “execuções extrajudiciais” por juristas e diversos governos latino-americanos.

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A mensagem ganha peso diante da estratégia de segurança adotada pelo governo Trump, que prevê o fortalecimento da presença militar e de inteligência dos Estados Unidos no continente e estabelece como objetivo impedir que potências externas ampliem sua capacidade de atuação ou controle sobre áreas consideradas estratégicas. 

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O governo Trump também manifesta preocupação com a presença de países de fora do continente, especialmente China e Rússia, em setores considerados estratégicos. A estratégia determina que os Estados Unidos impeçam concorrentes externos de posicionar forças ou controlar ativos considerados vitais nas Américas.

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