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Ebola chega à França e se torna primeiro caso fora da África na epidemia em curso

24 de Junho de 2026, 11:07 0 visualizações
Ebola chega à França e se torna primeiro caso fora da África na epidemia em curso

As autoridades de saúde da França anunciaram nesta quarta-feira, 24, o primeiro caso de ebola no país. O paciente é um médico que voltou recentemente da República Democrática do Congo (RDC), epicentro da mais recente epidemia da doença infecciosa.

O Ministério da Saúde francês “confirma hoje a identificação de um primeiro caso positivo de doença pelo vírus do ebola em território nacional”, afirmou um comunicado. Em resposta a um questionamento da agência de notícias AFP, a pasta explicou que o caso foi detectado na França continental.

A RDC, de onde o médico diagnosticado retornou, enfrenta uma grande epidemia da doença, que provoca febre hemorrágica, muitas vezes mortal.

O caso francês é o primeiro identificado fora do continente africano no atual surto, que também afeta Uganda, e foi provocada por uma cepa pouco frequente do vírus, chamada Bundibugyo, contra a qual não existe vacina nem tratamento específico.

Especialistas em saúde pública acreditam que o risco de propagação da epidemia continua baixo em todo o mundo, devido à natureza em geral pouco contagiosa do vírus ebola.

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Surto de ebola

Na semana passada, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) confirmou as primeiras mortes relacionadas ao ebola no campo de deslocados congoleses de Kpangba, um sinal de alerta dado que as instalações abrigam cerca de 30 mil pessoas. Também há suspeita de infecções no campo de Kigonze, onde moram 15 mil pessoas.

O vírus já se espalhou por três províncias do Congo desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma emergência de saúde pública de interesse internacional em 17 de maio. Desde então, até a última terça, foram registrados mais de 800 casos e quase 200 mortes no país.

Organizações humanitárias afirmam que a vulnerabilidade dos campos de deslocados aumentou após cortes de recursos destinados a água, higiene e saneamento. Segundo as Nações Unidas, o financiamento para instalações sanitárias e pontos para lavagem das mãos na República Democrática do Congo caiu mais da metade entre 2024 e 2025, chegando a cerca de US$ 38 milhões. Neste ano, apenas 21% do orçamento humanitário de US$ 80 milhões foi coberto.

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