Efeito Kevin Warsh, dados de emprego e Copa definem expectativas de juros no EUA
Em sua primeira participação em um evento público desde que assumiu a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, Kevin Warsh afirmou na quarta-feira, 1º, que vai decepcionar quem gostaria que ele comandasse uma política monetária flexível, tolerando uma tendência de alta da inflação. Durante fórum com outros dirigentes de bancos centrais em Sintra, em Portugal, Warsh reafirmou o objetivo de perseguir a meta de inflação de 2% ao ano e lembrou que o Fed é uma instituição independente de influências externas e assim permanecerá. Ele foi indicado ao cargo pelo presidente americano Donald Trump, que pressiona pela redução da taxa de juros e tem tentado criar motivos para demitir uma das diretoras do Fed, Lisa Cook. Nesta semana, a Suprema Corte do país definiu que ele não poderia fazer isso.
As falas de Warsh, apesar de não indicarem uma propensão a uma política de juros mais condescendente, reduziram as expectativas nos Estados Unidos por uma elevação nas taxas ainda este ano. Os dados de emprego (payroll) que serão divulgados nesta quinta-feira, 2, devem dar mais uma pista do caminho a ser seguido pelos juros oficiais nos Estados Unidos. Há apostas de que houve a criação robusta de vagas em junho, ajudada pelos empregos temporários criados pela Copa do Mundo. As estimativas são de estabilidade na taxa de desemprego. Também serão divulgados os números de pedidos de auxílio-desemprego.
Na Zona do Euro, também serão tornados públicos os dados de emprego, referentes ao mês de maio.
Agenda
9h30 – Criação de vagas/payroll (EUA)
9h30 – Taxa de desemprego (EUA)
9h30 – Auxílio-desemprego (EUA)
9h30 – Exportação de grãos (EUA)
10h30 – Discurso do ministro da Fazenda, Dario Durigan, em evento no Rio de Janeiro
11h – Encomendas à indústria (EUA)