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El Salvador: Bukele lança candidatura após mudar lei sobre reeleição

02 de Julho de 2026, 00:56 0 visualizações

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, oficializou a candidatura para disputar um terceiro mandato consecutivo após promover uma reforma constitucional que permite a reeleição presidencial por tempo indeterminado. 

O anúncio foi feito no domingo (28/6) pelo presidente do partido governista Novas Ideias, Xavi Zablah Bukele.

“Estamos prontos!”, escreveu Zablah Bukele nas redes sociais ao formalizar a inscrição do atual presidente para as eleições previstas para fevereiro de 2027.

No poder desde 2019, Bukele é o único pré-candidato à Presidência nas eleições primárias do partido, marcadas para 12 de julho. Caso seja eleito novamente nas eleições gerais, permanecerá no comando de El Salvador até 2033.

As primárias definirão oficialmente os candidatos do partido à Presidência, às 60 cadeiras da Assembleia Legislativa e às 44 prefeituras que disputarão as eleições gerais previstas para 28 de fevereiro de 2027.

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Nayib Bukele, aliado de Trump, toma posse em El Salvador
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Arte/Metrópoles

A candidatura foi viabilizada por uma reforma constitucional aprovada e ratificada pela Assembleia Legislativa, dominada pela base governista.

A mudança eliminou os limites para a reeleição presidencial, ampliou a duração do mandato de cinco para seis anos e extinguiu o segundo turno nas eleições para presidente.

Além disso, a nova legislação antecipou o fim do atual mandato de Bukele, originalmente previsto para 2029. Com isso, novas eleições presidenciais serão realizadas em 2027, simultaneamente às eleições legislativas e municipais.

Segundo a deputada governista Ana Figueroa, autora da proposta, as alterações buscam “dar todo o poder ao povo salvadorenho”, equiparar as regras aplicadas ao cargo de presidente às dos demais cargos eletivos, garantir maior estabilidade institucional e reduzir custos com a realização de eleições.

Popularidade e críticas

Aos 44 anos, Bukele mantém um dos maiores índices de aprovação entre os líderes latino-americanos. Com forte apoio popular, impulsionado principalmente pela política de combate às gangues criminosas.

Sob um regime de exceção em vigor desde 2022, o governo promoveu prisões em massa e endureceu as ações de segurança pública. A estratégia reduziu significativamente os índices de homicídios no país e transformou Bukele em referência para líderes e candidatos conservadores da América Latina.

Ao mesmo tempo, organizações nacionais e internacionais de direitos humanos acusam o governo de restringir garantias constitucionais, realizar detenções arbitrárias e concentrar poderes no Executivo.

Bukele rejeita as acusações e afirma que as medidas são necessárias para combater a violência das organizações criminosas. Em diversas ocasiões, o presidente questionou as críticas relacionadas aos direitos humanos, argumentando que sua prioridade é garantir a segurança da população.

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