Empresário do AC morre durante tratamento contra aplasia medular, doença rara que afeta a medula óssea
15 de Agosto de 2026, 12:43
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Empresário acreano de 32 anos morre durante tratamento de doença rara em São Paulo Reprodução/Instagram O empresário acreano Rafael Brito de Sá, de 32 anos, morreu nessa sexta-feira (14), em São Paulo, enquanto fazia tratamento contra Aplasia Medular Gravíssima, doença rara que faz a medula óssea deixar de produzir adequadamente as células do sangue. A confirmação da morte foi divulgada pela família nas redes sociais. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, a incidência estimada no Brasil da doença é de 1,6 caso novo por milhão de habitantes por ano. A frequência, no entanto, varia entre diferentes regiões do mundo. (Entenda mais abaixo) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp Rafael estava internado desde 31 de julho em um hospital especializado na doença. A condição pode provocar anemia grave, infecções recorrentes e sangramentos e exige diagnóstico precoce e tratamento especializado. Durante o tratamento, que iniciou em junho em Rio Branco, Rafael precisou receber transfusões de sangue para dar seguimento aos procedimentos médicos. A família atualizava, diariamente, o estado de saúde do empresário por meio de boletim médico, além de rede de orações pedindo sua saúde. Agora no g1 A morte do empresário deixou várias pessoas e autoridades em luto em Rio Branco. Ele recebeu várias homenagens nas redes sociais. O g1 apurou que Rafael estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e teve falência múltiplas dos órgãos. LEIA TAMBÉM: Morre aos 70 anos Gilberto Siqueira, engenheiro e ex-secretário de Planejamento do Acre Morre Amauri Siviero, pesquisador da Embrapa, após tratamento contra câncer no Acre Fundador de comércio tradicional do Acre, Ney Matos morre aos 74 anos O empresário era casado e tinha filho de menos de um ano. O corpo deve ser trazido para Rio Branco para velório e enterro. Rafael Sá era casado e tinha um filho menor de 1 ano Arquivo pessoal A falha acontece na 'fábrica' das células do sangue A aplasia medular, também chamada de anemia aplástica, faz parte de um grupo de doenças conhecido como síndromes de falência medular. Na maioria dos casos adquiridos, o próprio sistema imunológico passa a atacar as células-tronco da medula óssea. São elas que dão origem às células do sangue. Com esse ataque, a produção diminui de forma acentuada e o paciente desenvolve um quadro chamado pancitopenia, caracterizado pela queda simultânea dos glóbulos vermelhos, dos glóbulos brancos e das plaquetas. Apesar da gravidade, a doença não é contagiosa nem é considerada um tipo de câncer. Ao contrário das leucemias, por exemplo, o problema não está na produção de células anormais, mas na dificuldade da medula em produzir células suficientes para manter o organismo funcionando. Sintomas entregam o que falta Os sinais da doença refletem quais componentes do sangue estão em falta. A redução dos glóbulos vermelhos provoca anemia, com sintomas como cansaço intenso, fraqueza, palidez e falta de ar aos esforços. Quando caem os glóbulos brancos, o organismo fica mais vulnerável a infecções, que podem evoluir rapidamente. Já a diminuição das plaquetas aumenta o risco de sangramentos espontâneos, sangramento nas gengivas ou no nariz e manchas roxas pelo corpo. Como esses sintomas também aparecem em diversas outras doenças, eles não são suficientes para confirmar o diagnóstico. Causa pode ser desconhecida Descobrir por que a aplasia medular apareceu nem sempre é possível. Segundo o cirurgião pediátrico e diretor médico da Werfen, Tiago Silva, cerca de metade dos pacientes recebe o diagnóstico de uma forma considerada idiopática, quando nenhum fator consegue explicar o que levou a medula óssea a parar de funcionar. Nos demais casos, a origem pode ser bastante variada. A forma mais comum é a autoimune. Nela, explica a hematologista Cláudia Mariana Assato, o próprio sistema imunológico passa a atacar as células-tronco da medula óssea, reduzindo progressivamente sua capacidade de produzir as células do sangue. A doença também pode estar associada a infecções virais, como hepatites B e C, HIV, parvovírus B19, vírus Epstein-Barr e citomegalovírus. Outras doenças autoimunes, alterações do timo e doenças linfoproliferativas também aparecem entre os fatores relacionados ao quadro. Como ser um doador de medula óssea Para se tornar um doador de medula óssea, é preciso ir a um Hemocentro, fazer o cadastro pelo Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme) e seguir alguns requisitos. Veja abaixo o que é preconizado. Ter entre 18 e 35 anos de idade para o cadastro inicial (o nome fica ativo até os 60 anos); Estar em bom estado geral de saúde; Não ter histórico de câncer, doenças do sangue ou do sistema imunológico; Não apresentar doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue (como HIV ou hepatites ativas). Em Rio Branco, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre) fica na Avenida Getúlio Vargas, no bairro Bosque. Reveja os telejornais do Acre
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